29 de mai de 2009

Dá mais um gole aí!


Hector Plasma

Tamanho da fonte

Vejam como são as coisas.

Contra a transposição do Rio São Francisco, D. Cappio, o messias de Cabrobó, fez duas greves de fome. Mobilizou a mídia e a ele juntaram-se eco-artistas globais. A comoção estava montada.

Em entrevista à TV Estadão, Dilma Pena, secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, afirma categoricamente que serão necessários novos mananciais para combater o estresse hídrico do estado, “acabou, não temos mais mananciais. Então nós temos que buscar mananciais de outras bacias”. Outras bacias subentende-se buscar água em outros estados, ou em outras bacias de São Paulo somente para alimentar a região metropolitana.

Se você fica indignado com a transposição do São Francisco, saiba que boa parte da água do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de mais de 8 milhões de pessoas (Zona Norte, Central e partes da Leste e Oeste) vem da transposição da Bacia do Piracicaba para a Bacia do Alto Tietê.

Sendo que dos 33m³/s que o sistema Cantareira produz, apenas 11,3m³/s são advindos da Bacia do Tietê e do Piracicaba, ou seja, de São Paulo. Os 22m³/s restantes, pasmem, vem de bacias de Minas Gerais.

Para se ter uma comparação, a transposição do São Francisco prevê uma vazão média de 50m³/s somente durantes os períodos de déficit hídrico da região do semi-árido nordestino.

Nos dois debates ficou claro o de sempre. O problema hídrico do nordeste foi tratado através da comoção. A imagem bucólica de pescadores que assistirão o São Francisco sumir e retirar-lhes o pouco do que resta para subsistência foi sobreposta às razões técnicas.

Por outro lado, velhos coronéis saíram gritando que a água de seus territórios será desviada para outros e a grande mídia corporativa somente se preocupou com o montante a ser investido no projeto.

E no Sudeste? Também o de sempre. O problema é tratado de forma técnica sem questionamentos sobre o quanto vai custar novas transposições e discreta, sem grande alarde.

Se devemos pagar aos outros estados pela água que São Paulo consome? Nem uma gota.

Muito pelo contrário. Dilma Pena deixa claro que uma das possibilidades é buscar água do Paraíba do Sul e, não sei se você sabe, mas essa bacia nasce no estado de São Paulo, segue em direção ao Rio de Janeiro e na barragem de Santa Cecília (...) ele [o rio Paraíba do Sul] joga 40m³/s para formar o rio Guandu que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro”. Fluminenses, olhos vivos! A secretária deixou claro que o Rio de Janeiro tira água de São Paulo. Um dia uma conta pode chegar para vocês.

Em algum lugar desse blog foi dito que a região Norte/Nordeste tem sina e a Sudeste, destino. Portanto nada poderá aplacar nossa sede pelo desenvolvimento.

retrato cantado








Fernanda Pompeu

Ela era conhecida como a louca de Higienópolis. Perambulava trajando calça de pijama listrada e blusa de vison. Borrava o batom muito além dos lábios.
Não xingava a mãe de ninguém. Não duvidava da heterossexualidade dos homens nem da retidão das mulheres. Mesmo as crianças que a tratavam de forma impiedosa não ouviam dela impropérios.
Andava e cantava clássicos do cancioneiro brasileiro. Moço, olha o vexame, o ambiente exige respeito estava entre suas prediletas. A voz soava aguda e dissonante no último.
Os taxistas, do ponto da Baronesa de Itu com a Albuquerque Lins, noticiavam que ela morava em um prédio na Vicente de Paula. Acrescentavam que a louca recebia a visita esporádica de um homem, misterioso e calvo. Um sobrinho, arriscavam.
Eu morava por ali. Passava meus dias tentado ser uma boa escritora. Quando saía à rua via, muitas vezes, a mulher com calça de pijama listrada e blusa de vison. Encompridava as orelhas: morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete.
Uma tarde, lembrei que não cruzava a personagem a algum tempo. Fui na fonte. Um dos taxistas contou que, dias atrás, o sobrinho calvo e uma ambulância pararam no prédio da Vicente de Paula.
A louca não voltou a cantar por Higienópolis. A Telaviv paulistana tornou-se mais tristonha e menos palestina.

Mentira tem perna curta?







Dr. Tupi

A Universidade de Oxford é uma das instituições mais tradicionais do reino e sendo assim recheada de tradições e protocolos que as vezes um não estudante questiona a sanidade dos envolvidos. Recentemente aconteceram as eleições para Professor de Poesia, um cargo de prestigio que na verdade é um emprego de meio período em que o eleito tem que dar três palestras por ano e um salário de 2000 Reais mais 120 Reais em transporte. As eleições receberam cobertura completa na mídia e diferente da monotonia esperada as eleições superaram as expectativas em matéria de escândalos.
Ato I: Derek Walcott, o Nobel, e o grande favorito ao cargo decide abandonar as eleições dois dias antes por causa de correspondências enviadas a acadêmicos da universidade, contendo paginas de um livro relatando uma acusação de abuso sexual feita contra ele próprio em 1982. Ninguém sabe quem mandou as correspondências mas entre os suspeitos estão os outros dois candidatos ao cargo uma delas Ruth Padel. Tais acusações são seriamente negadas por Padel.
Ato II: Ruth Padel, bisneta de Charles Darwin, ganha as eleições e se torna a primeira mulher desde que o cargo foi criado em 1708 a receber o título de Professor de Poesia da Universidade de Oxford. A mídia vai a loucura, e comemora essa grande vitória para as mulheres.
Ato III: Dez dias depois de ganhar a eleição Ruth Padel pede demissão do cargo de Professor de Poesia alegando envolvimento nas tais correspondências difamadoras. Em rede nacional pediu desculpas e diz que agiu com a melhor das intenções e que de nenhuma forma queria prejudicar o estimado colega Derek Walcott.
Sendo assim Ruth Padel nunca assumiu o cargo e por isso nunca se tornou a primeira mulher e deixando para trás apenas a vergonhosa marca de ser a única mulher eleita mais que depois renunciou por ter jogado sujo. E nessa novela toda o que mais supreendeu foi a cobertura completa da mídia, que poderia ter descartado tudo como apenas uma guerra entre egos de intelectuais de uma universidade publica, preferiu relatar tudo com a seriedade que os acontecimentos mereceram.

27 de mai de 2009

Nossa casa







O Gringo Ignorante

Morando no meio do caos atual e das lembranças tecidas na fantasia do passado, um se pergunta: como é seu bairro ideal? Aonde você gostaria morar? Como seria um dia nessa geografia?
Na minha resposta entram coisas como essas: um espaço de diversidade, onde o verde predomina, árvores e flores misturadas com arquiteturas baixas, baixas, porque quero ver o céu e as suas mudanças diárias. Ter feirinhas, atrações, musica ao vivo e coisas gratuitas pelo menos todo final de semana, pra a familia, os jovens, idosos, parias e vagabundos da vida. Possivelmente proibir o tráfego em essas zonas e fazer sumir esse barulho e fumaça pelo menos umas horas por semana.
Fazer com que cada bairro adquira uma identidade, uma mitologia, e que esse orgulho de pertencer seja bem mais forte da identidade nacional, que é uma abstração desmedida e daninha. As favelas transformadas também em bairros daquele tipo, que o pobre não seja miserável, só isso.
Dar mais vida à praça central de cada bairro, que seja o foco daquela identidade, um lugar de encontros. Têr palhaços bem pagos cada final de semana entre aqueles espetáculos.
Qual é o seu bairro? Qual é a sua lista?

26 de mai de 2009

Coréia

25 de mai de 2009

São Marcos!







Olmeca de Tlachtli

Mais uma rodada quente nesse BR09!

Um final de semana cheio de gols e de um clássico onde quem brilhou foram os goleiros!

Palmeiras e São Paulo fizeram um grande jogo no Parque Antártica, com muitas chances de gol, mas o 0 x 0 imperou.

Graças a eles. Sim, eles. Os goleiros Marcos e a grata surpresa são paulina, Denis.

Só Uóxito - o coração valente – teve duas chances claríssimas de gol, e não as desperdiçou, muito pelo contrário, finalizou muito bem, MAS quem estava lá? O homem, a lenda, o mito: São Marcos de Palestra Itália. O goleirão do verdão fechou a porteira e garantiu o resultado para o time da casa. Destaque para primeira, aos 38’ do primeiro tempo, em belo voleio cara-a-cara com o monstro.

O tricolor teve muito mais volume de jogo, mas nas vezes em que o Palmeiras subiu ao ataque, sempre levou muito perigo a meta de Denis, que também praticou seus milagres, como numa bela batida a queima-roupa de Keirrison Sucrilhos.

Um lance polêmico: para mim, pênalti de Miranda em Diego Freak Souza. O zagueirão tricolor levou um corte seco e passou o rodo no habilidoso meia do verdão. O juizão Rodrigo Braghetto não entendeu assim e logo o mandou levantar. Muita reclamação por parte do verão e alivio da parte tricolor.

Enfim, um 0 x 0 que poderia ter sido um show de gols. Que me desculpem os torcedores e puristas do futebol, mas show mesmo foi o de defesas. Um empate com sabor de goleada para os dois goleirões!

E o Santos? Literalmente “passou o carro” em cima do Fluminense, que claramente sentiu a eliminação da Copa BR pelo timão.

O peixão não tomou conhecimento do Flu e fez uma goleada incontestável: 4 x 1 com direito a dois gols dele: Klebão Pereira. Tirou a zica geral!

O Flu começou bem, partindo para cima do time da vila, da mesma forma como contra o Corinthians, só que desta vez conseguiu abrir o placar numa bela finalização de Mariano. 1 x 0, e parecia que o fluzão ia dominar de vez a partida.

Mas a maré do Flu não anda das melhores, e numa falta- de novo! – o colombiano Molina meteu o sabugo nela e empatou o jogo. 1 x 1 e o desespero já tomava conta da torcida tricolor.

Vem o segundo tempo e o que se vê é um flu totalmente acuado e o peixe partindo pra cima com tudo. Logo o gol era questão de tempo: Madson Duracell – o melhor em campo ao lado de Molina – recebeu belíssimo passe de Molina e dentro da área driblou Fernando Henrique e virou para o Santos: 2 x 1.

A essa altura a inflamada torcida do flu já jogava contra...

E para piorar de vez, o flu não conseguia sequer armar uma jogada decente. Thiago Flocos de Neves não tocou na bola e Fred Pivô de Pebolim esteve irreconhecível.

Pra ficar o inferno na terra, Dieguinho foi injustamente expulso em lance com Madson Duracell, aos 20’. E Eduardo Ratinho aos 40’, após entrada violenta em Neymario.

Aí ficou (ainda) mais fácil para o peixão fechar o caixão: Klebão Pereira -que até então estava sumido no jogo – foi lá e numa bela tabela de Neymario e Madson Duracell, finalizou como um autêntico matador: 3 x 1. Logo em seguida aproveitiou o rebote de Fernando Henrique e sacramentou a goleada: 4 x 1, e as vaias do Maracanã que fizeram o Cristo Redentor tapar os ouvidos!

No sabadão, o mistão do timão passou pelo Barueri: 2 x 1. Destaque para o gol dele, Souza!!!! Unfuckingbelivable again!! Óbvio que foi de pênalti, mas não interessa! Foi gol, pombas!

Bom resultado, culminando na primeira vitória do timão nesse BR 09, e consequentemente o reencontro com a mesma após passar um ano na série B.

O time vai com moral pra cima do Vasco pelas semifinais da Copa BR.

Cornetadas:

Kleber o Gladiador continua impossível no Cruzeiro; dois gols e um futebol cada vez mais vistoso. Abre o olho Dunga!

Josiel – ou Josieu?- foi o nome do jogo no duríssimo embate entre Flamengo e o valente Santo André – de Marcelinho Carioca –dois gols, um deles um golaço de cobertura!

O tricolor gaúcho atropelou o fogão no estádio Olímpico – destaque para o atacante Jonas, que voltou a jogar um bom futebol.

O São Paulo está apostando tudo no meia Marlos (ex Coritiba), será que é tudo isso mesmo?

O lado B de Bob Marley







Dr. tupi

O grande furo da semana passada nos jornais ingleses foi a descoberta da familia inglesa de Bob Marley. Nem os escândalos dos parlamentares, nem a queda do lider da câmera, nem a gripe suína recebeu tanto “auê” quanto a notícia que Bob Marley tem um lado inglês e branco. A história diz que o pai de Bob Marley era um jamaicano branco de descendência inglesa, mais precisamente da cidade de Ilfracombe, no sudeste da Inglaterra. O mais interesante nesse caso foi a reação da recém descoberta prima de Bob Marley, que até aquele dia da nunca tinha escutado reggae e vagamente sabia quem era Bob Marley. Diz ela que por diversas vezes na adolescência as outras criancas (provalvelmente fãs do reggae) provocavam ela perguntando: Você é prima do Bob Marley? E de acordo com ela a resposta de tom sarcástico era: Sim, sou. Mas quem poderia um dia imaginar que seria verdade-completou ela.
A dúvida que fica na minha cuca e’: por que pouca vezes se não nunca se celebra a descendência negra de uma celebridade branca? E por que é facil encontrar na internet resultados para nativos e latinos e não negros?
Nesse meio tempo a família de Bob Marley aqui na Inglaterra festejou de forma bem reservada a chegada do novo membro da família. E disseram também que quem sabe talvez um dia eles façam uma visita aos parentes distantes na Jamaica.



Da estranha arte de largar o jornal


Da estranha arte de largar o jornal

Hector Plasma

Desde que me conheço como gente ele sempre esteve ao meu redor. Em casa, quando alguém queria argumentar algo, ele era a prova do fato.

De uns tempos para se tornou descartável. E não é culpa da internet.

Cada vez que abro os grandes jornais é visível o isolamento em que se meteram. Sei do que acontece nas esquinas de Cabul, mas não sei sobre a minha. Sei sobre cada xícara derubada em Brasília, mas não sei o que acontece na minha cidade.

Além disso, a quantidade de opiniões e colunistas é asfixiante. Para piorar elas são sempre as mesmas. muda a casca.

Sem falar nos editoriais. Há algo mais cafona do que a voz dos donos dos jornais? Talvez seja comparável ao uso de chinelo com meias.

Cansei de me perguntar para quem eles escrevem. E me vem uma resposta: para eles mesmos.

Salvo raras exceções, o jornalismo é feito por um grupo coeso (amigos dos amigos) que pensa São Paulo como o centro do mundo, e essa São Paulo se restringe ao centro expandido, ali por onde eles andam.

O restante da realidade da cidade existe nos cadernos de polícia.

Os donos de jornais deveriam agir como age a indústrias do tabaco e do álcool. Por mais que essas substâncias sejam condenadas, elas sempre criam um meio para estarem em cena. Ora inventando produtos, ora criando conceitos para não serem esquecidas.

Nunca pensei que dos meus hábitos o jornal seria o primeiro a ser largado.

22 de mai de 2009

Coluna



até morrer eu sou



Fernanda Pompeu

Crianças são sensíveis a verdades e mentiras proferidas pela família, escola, vizinhança, mídia. Eu cresci ouvindo que o Maracanã era o maior estádio do mundo e o Flamengo, dono da mais numerosa torcida do país.
Carioca da gema, vivi os privilégios de frequentar o maior estádio e pertencer a mais numerosa torcida. Daí, houve domingos em que, pelas mãos do meu pai ou do meu tio, assisti à autêntica missa pagã.
Escrevo missa, porque o Maracanã era um templo. Os torcedores, devotos. As bandeiras, imagens de santos. Os jogadores, sacerdotes. O juiz, bispo. O gol, epifania.
Devoção que se maculou na final do campeonato carioca de 1966. O Flamengo, rico, da zona sul, enfrentou o Bangu, pobre, do subúrbio. Ocimar, Aladim e Paulo Borges, sacerdotes banguenses, fizeram os três gols da partida que nem terminou. Teve briga no campo e na arquibancada.
O bispo apitou o encerramento. Os cem mil rubro-negros, fúnebres, abaixaram as bandeiras. Eu não. Queria porque queria deixar o estádio agitando-a. Meu pai advertiu enrola a bandeia, nós perdemos.
Bati o pé. Saí do Maracanã ostentando o pavilhão ao vento. Com onze anos, compreendia a derrota, mas não assinava a rendição.

21 de mai de 2009

Berluscorleone







O Gringo Ignorante

O tribunal de Milão declarou culpável um advogado inglés, chamado Mills, que fez falsas declarações em dois processos contra o primer ministro italiano Silvio Berlusconi em 1997 e 1998. Mills foi sentençado a 4 anos e meio de prisão por receber um pagamento de 600.000 dólares da empresa Finnivest, um “holding” de Berlusconi, para protegê-lo durante o processo.
O assunto é que o presunto pagador, Berlusconi, encontra-se protegido pela lodo Alfano, uma lei que ele mesmo mandou fazer, e que não permite aos cuatro cargos mais altos do Estado (presidente, primer ministro, presidente do senado e da câmara de deputados) ser processados durante o mandato. Você esta lêndo bem: façam o que façam eles não vão se apresentar a justiça. A constitucionalidade dessa lei votada o ano passado está sendo analizada neste ano pelo Tribunal Constitucional de Italia, e por enquanto, ele não poderá ser processado.
Não quero voltar a um lugar comum, mas os movimentos de Berlusconi são tipicamente mafiosos. A segunda pessoa mais rica da Italia, dono dos meios de comunicação, uma ampla rede de contatos em todos os poderes (o vaticano incluidissimo)......um caudilho que faz piadas burras e que é reconhecido principalmente pelo seu “charme”, por ser um “sedutor”, que escolhe quase exclusivamente mulheres bonitas para as listas de candidatura nas eleições (o que le costou o divorcio na ultima vez).........a lista de inmoralidades deste sujeito é infinita. Uma outra prova de que a grana é tudo poderossa e a injustiça a norma no nosso mundo.

18 de mai de 2009

Trio de Ferro, Ferrado?







Olmeca de Tlachtli

Hoje, excepcionalmente, uma coluna para reflexão.
Para aqueles que não estão familiarizados com o termo: o chamado “Trio de Ferro” é composto por São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Os três grandes da capital.
Obviamente os três começam o BR 09 com a cabeça em outras competições. São Paulo e Palmeiras com a cabeça nas Américas, e o Corinthians com o sonho da libertadores bastante vivo na Copa BR.
MAS, os resultados dessas duas primeiras rodadas do brasileirão mostram que, futuramente, esse “descaso compreensível” com a competição, poderá fazer bastante falta no futuro.
O Palmeiras disputou um jogo duríssimo contra o Internacional, em pleno Beira-Rio, foi muito valente, mas sucumbiu diante de um adversário poderoso: 2 x 0.
O tricolor, jogando no Morumbi, quase consegue a proeza de perder para o Atlético PR, e só não tomou esse duro golpe porque André Lima – parodiando o Sr. Abravanel: “Isto é INCRÍVEL!” – fez o gol do empate, e obviamente, impedido, senão nunca o faria. 2 x 2 com um gostinho amargo, para um time que estava sem ritmo de jogo, devido a precoce eliminação no Paulistão 09 e a falta de jogos nessa entressafra.
O timão foi ao Rio de Janeiro enfrentar o Botafogo, e perdeu um caminhão de gols. Ronaldo – ontem – não foi Ronaldo. O time demonstrou, nessa partida, um egoísmo, um preciosismo duro de se ver. Parecia que cada um queria uma bola para si. Essa falta de solidariedade é uma preocupação imensa para o time de Mano Menezes, para o importante jogo contra o Fluminense.
E o peixão? Não é do Trio de Ferro – por não ser da capital – mas é imenso! E ontem, infelizmente, não foi.
O Santos, em plena Vila Belmiro, conseguiu ceder o empate ao limitado time do Goiás – 3 x 3. Foi um belo jogo, com Klebão Pereira ajudando a fazer e a perder uma série de gols.
Destaque para sensacional defesa de Fábio Hooligan Costa na cabeçada que posteriorment originaria o gol de empate do time esmeraldino.
Madson Duracell foi duramente criticado pela torcida santista, e saiu chorando de campo após bater boca com torcedores. O garoto alcalino merecia maior respeito da torcida, por tudo que tem feito pelo peixe.
E assim segue o Trio de Ferro. É hora de acordar!!

E você, o que acha dos grandes paulistas nesse BR 09? Vale a pena mesmo poupar jogadores?

Os Parlamentares







Dr. Tupi

Notícia da semana: Parlamentares são acusados de acúmulo de cargo com até 10 outras fontes de renda e abuso de poder público por usar cargo parlamentar para cobrir gastos exorbitantes sem a devolução correta ao fisco. Já se contam três parlamentares que pediram renúncia e agora está sendo pedida a cabeça do líder do senado, outro envolvido no escândalo.
Acredite ou não, esta notícia não vem do Brasil, acredite ou não, esta notícia vem daqui, do Reindo Unido. Podemos dizer que simultaneamente Brasil e Reino Unido estão desenterrando e expondo os atos ilícitos daqueles que deveriam defender os nossos direitos e nos garantir uma vida mais justa. Devemos seguir a linha de pensamento do Adhemar de Barros: rouba mas faz. Existe uma vacina contra os vícios do poder? Existe um ser em poder não corrupto?
Enquanto o jogo rola a mídia brasileira nada fala sobre os escândalos do Reino Unido. Seria necessario?
E tenho dito.

no tempo das rotativas







Fernanda Pompeu

A disputa notícias online versus jornais impressos está nas manchetes. Tem gente apostando que tudo, a vida enfim, migrará para a internet. Outros creem que haverá espaço para todos os suportes. Eu observo. Sem bolinha de cristal e sem juízo cozido.
Fato: existe uma curva, ladeira abaixo, na circulação dos impressos pagos e uma reta, céu acima, para os online gratuitos. Meu sobrinho Caio, 27 anos, pondera: por que pagar pela informação no papel, se tenho a notícia de graça na rede?
Recordo meu pai contando que, nos offline 1960, morando por uns meses em Aquidauana, pulava da cama às cinco e corria para a estação. Coração acelerado, aguardava o jornal que vinha de trem.
Também lembro o tio Walter, irmão do meu pai, nos advertindo: se tocarem no O Globo, lavem as mãos com álcool. Décadas depois, se negou a ver o obituário da própria irmã, pois saiu no diário do Roberto Marinho. Não preciso dizer que ele é assinante do Jornal do Brasil.
Então existiu uma época em que ler determinado jornal, e não outro, formatava uma identidade. Exibia-se uma escolha política. Essa cultura de tinta, embora tênue, ainda persiste. Leitores da Folha não costumam comprar o Estadão e vice-versa.
No mundo online, não ouço os internautas esbravejando: só entro no Uol, só entro no Terra; apenas pesquiso no Google, apenas procuro no Yahoo. Certamente isso não é ruim. Talvez seja atitude mais aberta ou demonstração de ceticismo maduro.
Mas aonde a paixão?

11 de mai de 2009

PI

O Sur começa a existir





O Gringo Ignorante

A criaçao do Banco do Sur é quase um feito. Os ministros de economia do Mercosul mais os de Bolivia, Ecuador e Venezuela fecharam o acordo e só falta a rubrica dos presidentes. Embora não seja uma solução à crise (a nossa crise é permanente), é uma mudança profunda no sistema, é economicamente significativa e politicamente decisiva para a nossa região, deixando atrás os empréstimos lobbistas do FMI, e a obrigação de seguir as receitas neoliberais e inuteis que sempre mandou fazer.
O banco deveria financiar projetos economicos nos setores “clave” da economia regional e nas infraestruturas, e a ele se sumaria a segunda parte de um projeto regional, que é a integração energética (o gasoduto do sur, o assunto mais conhecido). Muitos economistas acrescentam tambem a necessidade de uma moeda única. A ideia da integração financeira e energética sul-americana é autoria do denostado presidente Chavez. Será mesmo que tudo o que ele diz e faz é tão ruim assim?
Parece que a crise internacional va deixando algums traços positivos no sul. A integração do continente, lentamente, avança. Até aonde irá ninguem sabe (na verdade, não sou muito otimista). E isso não seria possivel sem a vontade politica de privilegiar essa integração que os nossos governos (nos quais tambem não tenho muita esperança) tem, e a liderança indiscutível do Lula, que ao respeito dessa união, faz um bom trabalho. Os obstáculos são sempre comercias, empresarios e grupos de poder, e até agora, a politica va de maõs dadas com os interesses. Mas, até quando?

Nilmaravilha!




Olmeca de Tlachtli

E que golaço!!!!
No jogo entre Corinthians B (ou C?) x Internacional, quem fez a diferença foi o meninão Nilmar! Esse ainda deixa muitas saudades no Parque São Jorge, e pra piorar ainda mais esse sentimento marcou um gol de placa!
Nilmar driblou simplesmente a defesa inteira do timão – que somada não dá um jogador - antes de bater de chapa, com classe, no canto esquerdo de Felipe, que estava atônito com o lance sensacional do atacante colorado.
Aí, logo aos 9’ do primeiro tempo, o 1 x 0 parecia goleada, pois esse gol valeu pelo menos por três.
Mas, fora esse lance do jogo - que para mim foi o lance da rodada – o que se viu não foi esse super Internacional, temido por todos e alardeado como o grande time do país.
Analisando o jogo, o Corinthians – completamente desfigurado – poderia ter vencido o embate contra os titulares do colorado. O problema foi a falta de talento daqueles que estavam em campo para honrar o manto alvinegro.
Derrota doída, mas prevista na cabeça de Mano Menezes. Claramente a equipe titular está sendo poupada para a Copa do Brasil. Mas será que ele deveria ter aberto mão de mais de meio time? Será que o empate não teria sido um bom resultado?
Quem não tinha nada a ver com isso foi o bom time do Internacional, que com Nilmaravilha, D’alessandro e Cia fizeram aquilo que deveriam: vitória em pleno Pacaembu e os preciosos três pontos na bagagem.
Timão, esses três pontos podem fazer falta no futuro...
Já no outro páreo duro da rodada, o duelo de tricolores terminou também logo no início do jogo: o volante Maurício meteu uma paulada com o peito do pé e acordou a coruja na meta de Bosco! Que golaço, e claro, mega-cagado.
É o lendário “gol cagado prensado e bica pro mato”. Lembram daquela máxima do futebol de várzea: “Bica pro mato que o jogo é de campeonato!”pois é, ela não surgiu do nada. É um potente golpe contra a meta adversária, justamente naquele momento em que você se vê pressionado pelos adversários, não tem o que fazer a não ser dar uma “bica” na pelota e ver no que vai dar. E DEU!!!
1 x 0 Fluminense, logo aos 2’ de jogo!
O São Pauto tinha uma clara proposta de jogo que logo se esfacelou ao tomar o lendário golpe.
O flu logo tomou conta do jogo e começou a dar trabalho a Bosco. O jogo do tricolor do morumbi está manjado, e apesar do talento de alguns, pouco produziu ao longo da partida. A esperança tricolor ficou nos pés do rei dos gols cagados, Borges, fazer uma cagada – aliás, o rei entrou no segundo tempo – que o sampa assustou, como na boa finalização aos 42’ onde Fernando Henrique garantiu o empate.
Isso porque o sampa estava sem jogar há duas semanas, com tempo de sobra para se preparar...
Mas o flusão dominou completamente a partida, e para piorar, os jogadores do São Paulo tiveram que ouvir – em alto e bom som –gritos de “um, dois, três, São Paulo é freguês!”
Uma tarde para ser esquecida por Muricy Zacarias e seus comandados.
O Santos! Molina fez – mais um! – golaço na rodada. Garantindo o ótimo empate do peixão fora de casa, num jogo duríssimo contra o Grêmio.
Réver abriu o placar também com um belo gol, nos 30’ do segundo tempo. O empate suado saiu em bela cobrança de falta de Molina 1 x 1 aos 40’do segundo tempo! Haja coração!
O jogo começou tenso, com o time gaúcho sendo empurrado por sua torcida e partindo para cima do peixe. O que se viu foram ótimas atuações de Souza e Réver pelo Grêmio e de Molina e Paulo Henrique Ganso para o Santos.
Ganso, aliás, que deixou Klebão Pereira na cara do gol por duas vezes e o ex-artilheiro da baixada perdeu gols incríveis. Que fase, Klebão!
Isso mostra como o Santos não se acovardou contra o Grêmio, e fez ótimo embate.
No sabadão, o Palmeiras patinou, mas tratou logo de se levantar e meter duas sabugadas no esforçado time do Coritiba.
O Coritiba abriu o placar em pênalti MUUUUITO duvidoso! Marcelinho Cabra da Peste Paraíba bateu bem e fez 1 x 0 para o coxa!
O verdão – com um time misto – conseguiu o empate em boa triangulação entre Jefferson, Cleiton Xavier e a finalização de Willians. 1 x 1 para delírio da torcida presente em bom número – 19000 pagantes –no Palestra Itália.
O Coritiba se encolheu, ciente de que o empate estaria de bom tamanho, MAS o verdão tinha o Keirrison Sucrilhos! O menino Kellog’s recebeu a pelota dentro da área, e dessa vez bateu com estilo, pra receber o leitinho merecido!
2 x 1 aos 44’ do segundo tempo! Aí até a turma do amendoim foi a loucura!
Primeira rodada sensacional. Esse BR09 promete muito!

Cornetadas:
No jogo entre Cruzeiro e Flamengo, prevaleceu a eficiência do ótimo elenco cruzeirense: Kleber Gladiador e Ramires Profeta fizilaram o Flamengo no Mineirão: 2 x 0.
Chuva de gols em Goiânia! Goiás e Náutico fizeram um jogão: 3 x 3! Destaque para Felipe, atacante do Goiás e Carlinhos Balack, para o Náutico.

9 de mai de 2009

Salomão achou um bilhete da Mega Sena



Hector Plasma

Ele estava premiado e foi encontrado jogado no pátio da Rádio e TV Cultura. Mire e veja.

Durante 7 anos o jornalista Salomão Schvartzman apresentou na Rádio Cultura FM o programa "Diário da Manhã".

Ele era PJ, ou seja, uma empresa trabalhando para a rádio. Sua remuneração era de R$ 14 mil por mês mais 50% do faturamento do programa.

A produção ficava a cargo dos funcionários da rádio, como também, ele usava toda a estrutura física dela. A retirada mensal de Salomão como locutor era estratosfericamente maior do que qualquer outro da Cultura FM.

Traduzindo, um empresário (PJ) não colocava a mão no bolso e saia lucrando em uma fundação sem fins lucrativos. Dizem que por mês embolsava R$ 50 mil.
Salomão lucrou na entrada e na saída.
Qual radialista nacional recebe isso por mês? Dá para contar nos dedos do Lula.

Mas vai vendo, ainda tem o pulo do gato.
Em 2007 seu programa foi retirado do ar, junto com outros 16.

Salomão ficou possesso, sacou a CLT do coldre e foi às barras dos tribunais pedir seus direitos de empregado. Processou a rádio Cultura FM e a Justiça Trabalhista reconheceu o vínculo empregatício. Ele pleiteia R$ 1,5 milhões de indenização. Lá no final esse valor sairá do seu bolso, porque a RTVC é mantida pelo Estado de S. Paulo.

Quer ter a mesma sorte do Salomão? Então anote os 6 números, devidamente traduzidos em palavras:

1º - Linche os funcionários públicos, de autarquias e fundações afirmando que são vagabundos e mostre a saída: a terceirização;

2º - saia aos quatro ventos dizendo que o Estado tem mais o que fazer do que dar dinheiro para rádio e tevês publicas. Isso é coisa para a BBC;

3º - monte um projeto provando que o sistema público de comunicação pode e dará lucro;

4º - com o terreno preparado, tome posse dos meios de comunicação públicos;

5º - desembarque seus projetos, leve seus clientes amigos para patrociná-los e

6º - aposte cegamente numa sociedade, letárgica, acrítica e amorfa que nunca saberá a distinção entre público e privado. Esse é o número mais sorteado.


PS: A mesma empresa que vai pagar o Salomão, nega-se a pagar os 12% de 2004 à categoria, resultado de um de dissídio coletivo assinado pelo sindicato da categoria e o patronal, com anuência da Fundação Padre Anchieta, conforme diz a legislação trabalhista.

O que mais incomoda é saber que outros PJ's podem processar a FPA e os gênios que criaram essa situação no interior da Fundação nunca serão resposabilizados pelos prejuízos.

8 de mai de 2009

Errei, erramos




da redação ONG PI

"Eu na verdade indiretamente
Sou culpado da tua infelicidade
Mas se eu for condenado
A tua consciência será meu advogado"

Errei, Erramos
Ataulfo Alves/Arthur Vargas Jr.


No centenário de nascimento de Ataulfo Alves, a revista inglesa The Economist entoa a canção 'Errei, Eramos'.

Se já é difícil bom jornalismo, imagine uma revista que assume posições (dogmas) equivocadas tomadas durante décadas. Na imprensa corporativa do Brasil nem pense nisso.

O editor John Micklethwait fez mea culpa e diz que errou ao cobrar da europa a desregulamentação do mercado e, corajosamente, afirma que foram justamente os Estados fortes que evitaram uma tragédia maior na atual crise.

"For years leaders in continental Europe have been told by the Americans, the British and even The Economist that their economies are sclerotic, overregulated and too state-dominated, and that to prosper in true Anglo-Saxon style they need a dose of free-market reform. But the global economic meltdown has given them the satisfying triple whammy of exposing the risks in deregulation, giving the state a more important role and (best of all) laying low les Anglo-Saxons."

"Venho ao tribunal da minha consciência
Como réu confesso pedir clemência
O meu erro é bem humano
É um crime que não evitamos
Esse princípio alguém jamais destrói
Errei, erramos"

Tá perdoado!


Ajude as crianças de pele marrom



Dr. Tupi

O que mais de comum acontece aqui com os ingleses e outros euro-cidadãos e o alistamento ao serviço voluntário em países como Índia, Vietnã, Tailândia, Quênia e outras ex-colônias que vivem em extrema pobreza e violência. O importante e’ ajudar o máximo numero possível de crianças de pele marrom, não necessariamente negras, brancas nem pensar. E um serviço voluntário que as pessoas pagam para fazer nas suas férias, vale ressaltar – as pessoas pagam, existe um sentimento de extremo orgulho ao serviço prestado e até ai tudo bem, mas o problema e que essas mesmas pessoas jamais cogitariam fazer o mesmo trabalho em território nacional. Por exemplo Bono, Madonna, Angelina Jolie entre outros que estão sempre visitando o continente Africano ou Asiático raramente ou talvez nunca foram vistos prestando a mesma ajuda em seu pais. Não existe extrema pobreza nos Estados Unidos ou na Irlanda, ou na Europa? Existe sim, mais ela é formada em parte por crianças de pele negra e uma outra grande parte por crianças de pele branca. Ai a cobra come o próprio rabo, resumindo, o pensamento que prevalece é: vou ajudar os fudidos de pele marrom por que o meu pais que é de pele branca é muito superior e deve ajudar as pessoas pequenas. Eu digo: Stay Home Gringos!!! Não se deixe enganar pela bondade de uma celebridade colonial, é tudo culpa e excesso de sentimento de superioridade. E tenho dito.

Ronaldo recheado...de GOLS!



Olmeca de Tlachtli

E o furacão acabou virando brisa.
No jogo entre Corinthians e Atlético PR, quem realmente fez o twister foi o fofômeno.
Com certeza é o gordo mais artilheiro que eu já vi!
O jogo começou tenso, com a Fiel empurrando o time para cima da boa defesa armada pelo técnico Geninho.
O time do Corinthians estava claramente nervoso, a bola queimando de pé em pé, e as oportunidades de gol – que foram poucas – foram desperdiçadas.
A primeira com Jorge Cover do Romário Henrique, que teve méritos em acreditar numa bola dada como perdida e por muito pouco não abriu o placar no Pacaembu.
A segunda foi com André Avenida Santos, que teve chance claríssima de marcar cara a cara com Galatto Galak. Méritos para o goleirão do Atlético que fez defesa importantíssima.
Aí, foi a vez da Fiel sentir o arrepio na espinha: bola perdida no meio de campo e um contra-ataque fulminante do furacão, onde a bola sobrou para o promissor Wallyson chutar e Felipe raspar na bola, o suficiente para que a pelota batesse caprichosamente na trave e mantendo o 0x0.
Final de primeiro tempo 0x0, e o furacão a 45 minutos de uma vaga histórica.
Vem o segundo tempo, e assim como no primeiro, o jogo continua tenso e pegado, com boas oportunidades para ambos os lados.
Logo de cara Wallyson (dessa vez eu não agüento! O que esse menino fez pra mãe chamá-lo de U-Ó-LI-SÔ? Tadinho, até para narrar os lances dele fica difícil...) perdeu um gol debaixo das traves de Felipe, na jogada clássica do Atlético, vindo pelas laterais, com cruzamento de Rafael He-Man Moura.
O problema é que o Wallyson mandou a bola lá no Tobogã....
E aí, pra quem tem Ronaldo, isso não acontece.
Dito e feito. Contra-ataque do timão e Ronaldo Fofômeno ginga que nem um pneu Michelin na frente do zagueiro, ameaça bater e quando clareou ele não perdoou: 1x0 com a ajuda do Galatto Galak, que só aumentou a fome de bola do artilheiro corinthiano.
A fiel foi à loucura, incendiando ainda mais o estádio.
Logo depois, Geninho Chamito mexeu no time colocando uma volante, Renan par dar mais liberdade aos seus meias, e colocou Jorge Preá, para ter uma referência (?) na área.
Mano Menezes Xavier não deixou por menos e logo colocou Morais e Fabinho em campo, para dar novo gás ao timão.
E deu certo! Ronaldo recebeu bola na área, deu um drible em dois zagueiros e foi derrubado: pênalti. Ele mesmo bateu com a categoria de sempre, com direito a paradinha e tudo mais, e deixou Galatto Galak no chão, vendo a bola morrer no fundo do gol. 2x0 para a alegria da Fiel!
Aí, o furacão virou ventilador de padaria...

O que o norte e nordeste não tem que o sul tem?

As enchentes do nordeste*

Por APreto
Nassif,

Quando SC teve uma crise ambiental (cheias e desmoronamentos) houve uma ampla mobilização nacional para coleta de doações p/ defesa civil.
Tem regiões do norte e nordeste que estão sofrendo muito com as cheias e não tenho visto a mesma mobilização.
Será que o problema no Norte/NE é tão menor assim que o de SC, que não mereça a mesma mobilização?

Comentário da redação ONG PI

Em Santa Catarina ocorreram 135 óbitos, 2.637 foram desabrigadas e 9.390 desalojadas (desastre.sc.gov.br).
No norte e nordeste, até o momento, já são 38 óbitos e mais de 800 mil desalojados ou desabrigados (defesacivil.gov.br).
Talvez o norte e nordeste tenha sina e o sul destino.

*Post publicado originalmente em www.nassif.com.br, 07/05/09.

quem é que manda



Fernanda Pompeu

A história de que o primeiro sutiã a gente nunca esquece, não funciona comigo. Envaideço-me de jamais ter usado esse estrangula- seios. No princípio, por rebeldia. Depois, por comodidade.
O que eu nunca me esqueço é do primeiro mouse. Sim, houve uma época, na pré e na história da humanidade, em que os mouses não existiam.
Nascida na segunda metade do século passado, faço parte da chamada geração intermediária. Também conhecida como geração nem lá nem cá. Aquela que começou a vida produtiva com a máquina de escrever e, da noite para o dia, bateu com o nariz na tela do monitor.
Fui iniciada no velho DOS: c://copy.word... Puxa, nem lembro mais dos comandos. Mas era assim: monitor de fósforo verde, monocromático; CPU do tamanho de uma máquina de lavar; impressora matricial e ruidosa; e o teclado (que não mudou muito).
Windows e mouse vieram mais tarde. A primeira vez que peguei no ratinho foi hilariante. Eu, simplesmente, não conseguia controlá-lo. O cursor escapava-me. Com medo de que ele voasse, cheguei a fechar a janela do quarto de trabalho.
Eu sei. Hoje, os bebês seguram a mamadeira com a mão direita e com a esquerda pilotam o mouse. Dizem que já vem no DNA. O que também sei é que o Graciliano Ramos escreveu o estupendo “Memórias do Cárcere” com um toco de lápis.
O escritor na prisão. Imaginem o espanto: não tinha apontador, não tinha aeron chair, não tinha mozilla firefox. Daí?
Ferramentas ajudam, mas o ouro continua na cabeça das pessoas.

5 de mai de 2009

Notícias de ontem





O Gringo Ignorante

Os jornais são creadores de opinião publica, tudos sabemos disso. Na America Latina o problema é que temos pouca prensa de ezquerda, pouca prensa critica (sim, a direita e o conservadorismo não são criticos). As editoriais e as noticias de qualquer jornal só criticam paises e figuras que não se alistam com o rebanho do liberalismo, que é o normal e o correto em nossos dias: acreditar no comercio, no mercado, no sistema financeiro. Sobretudo acreditar nas mesmas receitas uma e outra vez. Propôr uma alternativa a isso é uma profanação abssurda, ninguem –dentro da aburguesada esfera periodistica- quer mudar seu lugar privilegiado: aliás, não podem publicar cualquer coisa que pensarem, só o que estiver de acordo com os interesses da companhia (um dos tipos de policia do pensamento). Os paises e suas economias subem e baixam continuamente, mais o nivel de vida, que está diretamente relacionado com a cultura de um povo, só desce, na America e no mundo. A ciência avança, a cultura retrocede.
Um exemplo. O Estado de São Paulo, as noticias da O Globo. Cualquer coisa que faça Chavez, Fidel, Evo, Correa, e até Lugo o Critina Kirchner (só pra falar de uma parte do seu eixo do mal), são sempre erradas o insuficientes. Sobre o que faça um Berlusconi, Sarkozy, Netanyahu de Israel ou até o mesmo papa, coisas incríveis, não opinam.
Berlusconi, o segundo homem mais rico da Italia, um “sedutor” da politica (e isso é visto como uma virtude), mulherengo, dono de tudos os meios de comunicação italianos (não encontro outra explicação pra o povo continuar votando em ele), falando burricie cada vez que abre a boca (“é como ir de camping um fin de semana”), com mil causas por corrupção e ligações com a mafia, encaminhadas e sempre esquecidas ou ganhadas por ele.........nada, Italia é um pais democrático e seu presidente –fiel a um liberalismo que destroi o pais- é bacana. Mesmo o Sarkozy, pra quem os imigrantes “são lixo” ou o papa, etc, etc.
E como se, o único que importasse é falar das economias. Então, um imposto que Evo cobra às ricas petroleras (que levavam a riqueza –dinheiro e petroleo- pra fora do pais antes de ele chegar) pra dar uma cobertura medica e economica digna aos idosos, é terrivel porque deixa as companhias com uma menor entrada. O social, o cultural, a união do nosso continente, não conta mas que economicamente, e sempre que beneficie o Brasil. Tuda politica das outras nações que afeta as empresas brasileiras, é denostada. Não importa se tiver uma evidente melhora social pra o povo vizinho. Existe um patriotismo conservador e liberal que da nojo na imprensa, não nas pessoas comuns (o seu patriotismo é futboleiro e amistoso), que não formam parte de aquele statu quo na vida ou no pensamento.

4 de mai de 2009

Campeão Invicto



Olmeca de Tlachtli

E o peixe grelhou.
O que já estava praticamente certo, foi sacramentado ontem, diante de mais de 37000 fiéis.
Corinthians campeão paulista invicto. Tá certo que é o tal do Paulistinha, mas de todos os estaduais é o mais forte – de longe!
O jogo começou tenso, com o Santos vindo para cima do timão babando, criando diversas oportunidades de gol e assuntado a torcida corinthiana.
O peixão tanto pressionou que o gol saiu, em pênalti BEM duvidoso de Felipe em cima do novo candidato a Souza – Klebão Pereira. Aliás, ele tem que agradecer ao juizão, pois se não fosse essa penalidade ele passaria as finais em branco!
1 x 0 para o Santos, em uma cobrança muito bem executada pelo Klebão.
O Peixe calava o Pacaembu e causava calafrios na nação corinthiana, que começou a perder a pompa de campeão e se preocupava com o fraco futebol apresentado pela equipe de Parque São Jorge.
Aí, o Corinthians resolveu jogar e numa bela trama pelo lado esquerdo, Dentinho rolou bola açucarada para André Avenida Santos enfiar o bico – literalmente – nela: 1 x 1 sem chance para Fábio Hooligan Costa.
O estádio veio abaixo.
A confiança do Santos também.
O Corinthians visivelmente começou a jogar bola somente quando tomou o gol, e o Santos sentiu muito o golpe.
Final do primeiro tempo: 1 x 1 e o desespero santista de ter apenas 45 minutos para realizar um placar histórico.
Vem o segundo tempo, e o que se vê é um timão completamente diferente daquele visto no primeiro tempo: aguerrido, partindo pra cima e trocando passes com extrema confiança. O que um gol não faz, hein!
Já o peixão tentava de forma abrupta o gol. Ainda na grande dependência de jogadas do valente Madson e do talento de Paulo Henrique Ganso.
Vagner Mancini tentava empurrar o time para frente, colocando Maicon Leite e Robson, num claro sinal de que queria dizer para a equipe que ainda dava.
Mano Menezes tratou de fechar a cozinha colocando Fabinho para conter as investidas de Madson Duracell.
Ronaldo ainda teve grande chance de levar o Pacaembu a loucura. Mas, dessa vez, Fábio Hooligan Costa estava bem esperto e não caiu em seu golpe de cobertura.
Aí o timão tocou a bola e naturalmente a euforia foi aumentando. O time do Santos se desesperando e começou o festival de “Olés!” da arquibancada e o santos a dar botinadas – rimou, hein?.
Final de jogo: 1 x 1 e o Corinthians campeão invicto!
Justíssimo.
Repararam que eu nem citei o Neymar em ambos os jogos? Pois é, porque para mim ele nem entrou em campo. Decepcionante para quem está sendo comparado – de forma MUITO precoce – ao eterno Rei Pelé.
Esse sim não perdoava contra o timão.
Só que do outro lado - para o azar santista – estava Ronaldo, o súdito mais próximo, nos dias de hoje, ao Rei.
Parabéns Corinthians!

memória beta


Fernanda Pompeu

Vamos combinar: a memória de cada um é formada por lembranças próprias e alheias. Vamos aceitar: por vezes, não distinguimos se o vivido foi nosso ou do outro.
Dou o crédito. Esta cena peguei emprestada da minha mãe, fiquei de devolvê-la em forma de texto. Aí vai. Ela menina esperando pelo avô, na calçada em frente ao sobrado em que a família morava, no bairro do Estácio, Rio de Janeiro.
O avô, mouro, agente dos Correios e Telégrafos, chegava pontualmente às seis da tarde - hora em que todas as cigarras cariocas abrem o berreiro.
A garota antevia o prazer ao avistar o homem dobrando a esquina. Ele trazia o lanche para todos. O pacote de café era da marca Globo que, nos anos 1930, oferecia de brinde uma barra de chocolate, também chamada Globo.
Minha mãe - que já viveu 39 milhões e 420 mil minutos – reteve no disco rígido: o avô se aproximando e pondo nas suas mãos o chocolate. Hoje, seus olhos lampejam ao memoriar o gesto do mouro, o doce na boca.
O contar dela me faz lembrar da Tabacaria do Fernando Pessoa: “Come chocolates, pequena; Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates”.
Recordar é recortar.

3 de mai de 2009

Dê-se ao trabalho de ler



Dê-se ao trabalho de ler


Hector Plasma

Primeiro era um curso superior, depois veio fluência em uma segunda língua, em seguida a especialização, o famigerado MBA, depoisvivências internacionais”, agora é uma terceira língua.

Cada vez mais as corporações colocam um obstáculo para aquele trabalhador que acredita que um dia chegará ao paraíso cumprindo todo calvário imposto. Mas a realidade, sempre ela, é uma . Gradativamentemenos trabalho e mais trabalhadores.

O sociólogo Ricardo Antunes nos presenteou com um artigo que trata com muita clareza esse fenômeno, segundo ele:

“Os que têm emprego trabalham muito, sob o sistema de "metas", "competências", "qualificações", "empregabilidades" etc. E, depois de cumprirem direitinho o receituário, vivem a cada dia o risco e a iminência do não trabalho.

E isso não nos estratos de base, onde estão os assalariados no chão da produção. Foi-se o dia em que os gestores, depois do corte, iam para suas casas com a garantia do trabalho preservado. Eles sabem que o corte deles se gesta enquanto eles laboram o talhe dos outros.”

Aqui ele alerta para um fato pouco discutido. Aqueles que fazem o trabalho sujo, o corte de gastos, planos de demissão, independentemente de terem seguido o calvário acima descrito, também um dia farão parte do corte. É um tiro no .

E segue: “As diversas formas de "empreendedorismo", "trabalho voluntário" e "trabalho atípico" oscilam frequentemente entre a intensificação do trabalho e sua autoexploração. Dormem sonhando com o novo "self-made man" e acordam com o pesadelo do desemprego. Empolgam-se pela falácia do empresário-de-si-mesmo, mas esbarram cada vez mais na ladeira da precarização. Em volume assustador, uma massa de homens e mulheres torna-se supérflua, esparramando-se pelo mundo em busca de um labor que não mais existe.”

Outro ponto pouco discutido. A idéia de que cada funcionário pode ser uma empresa, nada mais é que um modo muito elaborado de precarização do trabalho. É muito comum empregados serem obrigados a se tornarem empresas, as tais das PJ’s. No primeiro momento ele sentirá o bem-estar de trabalhar em casa e ficar mais perto da família, se livrar do chefe e ser dono do seu tempo. Mas no meio do caminho ele se deparará com a incapacidade de discutir remuneração e reajustes no valor do seu trabalho.

E depois de um certo tempo esse trabalhador/empresário perceberá que terá a sua ex-empresa comocliente’.

O PJ também é a primeira vítima dos cortes de custos, pois a extinção do seu trabalho não tem custo para empresa porque ele não tem nenhum direito.

O que fica claro é que acreditar que o esforço pessoal é o grande caminho para ser coroado pelas corporações nada mais é que um esforço de .

Não tenha fé e leia a íntegra do artigo “A erosão do trabalho”.