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8 de mai. de 2009

Ronaldo recheado...de GOLS!



Olmeca de Tlachtli

E o furacão acabou virando brisa.
No jogo entre Corinthians e Atlético PR, quem realmente fez o twister foi o fofômeno.
Com certeza é o gordo mais artilheiro que eu já vi!
O jogo começou tenso, com a Fiel empurrando o time para cima da boa defesa armada pelo técnico Geninho.
O time do Corinthians estava claramente nervoso, a bola queimando de pé em pé, e as oportunidades de gol – que foram poucas – foram desperdiçadas.
A primeira com Jorge Cover do Romário Henrique, que teve méritos em acreditar numa bola dada como perdida e por muito pouco não abriu o placar no Pacaembu.
A segunda foi com André Avenida Santos, que teve chance claríssima de marcar cara a cara com Galatto Galak. Méritos para o goleirão do Atlético que fez defesa importantíssima.
Aí, foi a vez da Fiel sentir o arrepio na espinha: bola perdida no meio de campo e um contra-ataque fulminante do furacão, onde a bola sobrou para o promissor Wallyson chutar e Felipe raspar na bola, o suficiente para que a pelota batesse caprichosamente na trave e mantendo o 0x0.
Final de primeiro tempo 0x0, e o furacão a 45 minutos de uma vaga histórica.
Vem o segundo tempo, e assim como no primeiro, o jogo continua tenso e pegado, com boas oportunidades para ambos os lados.
Logo de cara Wallyson (dessa vez eu não agüento! O que esse menino fez pra mãe chamá-lo de U-Ó-LI-SÔ? Tadinho, até para narrar os lances dele fica difícil...) perdeu um gol debaixo das traves de Felipe, na jogada clássica do Atlético, vindo pelas laterais, com cruzamento de Rafael He-Man Moura.
O problema é que o Wallyson mandou a bola lá no Tobogã....
E aí, pra quem tem Ronaldo, isso não acontece.
Dito e feito. Contra-ataque do timão e Ronaldo Fofômeno ginga que nem um pneu Michelin na frente do zagueiro, ameaça bater e quando clareou ele não perdoou: 1x0 com a ajuda do Galatto Galak, que só aumentou a fome de bola do artilheiro corinthiano.
A fiel foi à loucura, incendiando ainda mais o estádio.
Logo depois, Geninho Chamito mexeu no time colocando uma volante, Renan par dar mais liberdade aos seus meias, e colocou Jorge Preá, para ter uma referência (?) na área.
Mano Menezes Xavier não deixou por menos e logo colocou Morais e Fabinho em campo, para dar novo gás ao timão.
E deu certo! Ronaldo recebeu bola na área, deu um drible em dois zagueiros e foi derrubado: pênalti. Ele mesmo bateu com a categoria de sempre, com direito a paradinha e tudo mais, e deixou Galatto Galak no chão, vendo a bola morrer no fundo do gol. 2x0 para a alegria da Fiel!
Aí, o furacão virou ventilador de padaria...

4 de mai. de 2009

Campeão Invicto



Olmeca de Tlachtli

E o peixe grelhou.
O que já estava praticamente certo, foi sacramentado ontem, diante de mais de 37000 fiéis.
Corinthians campeão paulista invicto. Tá certo que é o tal do Paulistinha, mas de todos os estaduais é o mais forte – de longe!
O jogo começou tenso, com o Santos vindo para cima do timão babando, criando diversas oportunidades de gol e assuntado a torcida corinthiana.
O peixão tanto pressionou que o gol saiu, em pênalti BEM duvidoso de Felipe em cima do novo candidato a Souza – Klebão Pereira. Aliás, ele tem que agradecer ao juizão, pois se não fosse essa penalidade ele passaria as finais em branco!
1 x 0 para o Santos, em uma cobrança muito bem executada pelo Klebão.
O Peixe calava o Pacaembu e causava calafrios na nação corinthiana, que começou a perder a pompa de campeão e se preocupava com o fraco futebol apresentado pela equipe de Parque São Jorge.
Aí, o Corinthians resolveu jogar e numa bela trama pelo lado esquerdo, Dentinho rolou bola açucarada para André Avenida Santos enfiar o bico – literalmente – nela: 1 x 1 sem chance para Fábio Hooligan Costa.
O estádio veio abaixo.
A confiança do Santos também.
O Corinthians visivelmente começou a jogar bola somente quando tomou o gol, e o Santos sentiu muito o golpe.
Final do primeiro tempo: 1 x 1 e o desespero santista de ter apenas 45 minutos para realizar um placar histórico.
Vem o segundo tempo, e o que se vê é um timão completamente diferente daquele visto no primeiro tempo: aguerrido, partindo pra cima e trocando passes com extrema confiança. O que um gol não faz, hein!
Já o peixão tentava de forma abrupta o gol. Ainda na grande dependência de jogadas do valente Madson e do talento de Paulo Henrique Ganso.
Vagner Mancini tentava empurrar o time para frente, colocando Maicon Leite e Robson, num claro sinal de que queria dizer para a equipe que ainda dava.
Mano Menezes tratou de fechar a cozinha colocando Fabinho para conter as investidas de Madson Duracell.
Ronaldo ainda teve grande chance de levar o Pacaembu a loucura. Mas, dessa vez, Fábio Hooligan Costa estava bem esperto e não caiu em seu golpe de cobertura.
Aí o timão tocou a bola e naturalmente a euforia foi aumentando. O time do Santos se desesperando e começou o festival de “Olés!” da arquibancada e o santos a dar botinadas – rimou, hein?.
Final de jogo: 1 x 1 e o Corinthians campeão invicto!
Justíssimo.
Repararam que eu nem citei o Neymar em ambos os jogos? Pois é, porque para mim ele nem entrou em campo. Decepcionante para quem está sendo comparado – de forma MUITO precoce – ao eterno Rei Pelé.
Esse sim não perdoava contra o timão.
Só que do outro lado - para o azar santista – estava Ronaldo, o súdito mais próximo, nos dias de hoje, ao Rei.
Parabéns Corinthians!

27 de abr. de 2009

A lenda do fenômeno e o disco voador





Olmeca de Tlachtli

Caros amigos, que jogão tivemos ontem na Vila Belmiro!!
Santos e Corinthians fizeram o primeiro jogo da grande final em alta tensão, para um público de mais de 17.000 pessoas, que eu considero surpreendente, pelo valor absurdo cobrado pelos ingressos – R$ 80,00 o mais barato! – gerando uma renda de mais de um milhão de reais (Má Oê!) para o time da baixada.
Por que falar de público? Porque só dois grandes jogadores para trazer um público desse para um jogo com um valor de partida européia: por ordem de grandeza: Ronaldo e Neymar.
Era para ser o duelo final, Luke Skywalker VS Darth Vader. Mas, nessa batalha estelar, quem realmente deu um show foi Ronaldo Fofômeno.
O Santos – como era de se esperar – veio para cima, como de praxe, quando joga no caldeirão da Vila. O timão parecia uma cobra, esperando para dar o bote, que veio logo no início do jogo: falta em cima de Morais, após belo lançamento de Douglas. Chicômeno bateu com categoria e matou Fábio Hooligan Costa. 1 x 0 pra o Corinthians e um belo balde água fria no peixão.
O peixe pressionava sempre pelo lado esquerdo do campo, com o infernal Madson Duracell e Farinha de Triguinho. Mas, o que se via era um Santos sem objetividade, numa tarde em que Klebão Pereira estava tendo dias de Souza – fato raro num matador nato – perdendo inúmeras chances de gol e consagrando o goleirão Felipe.
E como o futebol é cruel, o peixe pagou caro por isso.
Num bate-rebate no meio de campo, um balão acabou “dormindo” no pé logo de quem? Do Ronaldo Fofômeno, que após esse domínio sensacional tocou na saída de Fábio Hooligan Costa para ir pra galera e deixar os torcedores santistas incrédulos: 2 x 0 e um silêncio que deixou até o Rei Pelé com a espinha arrepiada.
Final de primeiro tempo: Santos 0 x 2 Corinthians.
Começou o segundo tempo da mesma forma que havia começado o primeiro, com o Santos pressionando e o Corinthians jogando no contra-ataque.
Mano Menezes tirou Jorge Cover do Romário Henrique e colocou Fabinho Dedinhos para cobrir a avenida que estava o lado esquedo do timão.
Não adiantou muito, pois o que se viu no segundo tempo foi o mesmo filme do primeiro: o peixe atacando ferozmente pelo lado esquerdo, abafando a saída de bola do timão. Mas, como na primeira etapa, sem concluir com objetividade.
Até que, numa falha de Felipe, o cruzamento de Farinha de Triguinho acabou morrendo no fundo do gol corinthiano, fazendo jus ao famosíssimo “gol cagado toca e me voy”, que é aquele em que o cara, de forma maquiavélica, finge que joga no time adversário, se aproveitando da ingenuidade do jogador oponente e toca a pelota com certa força, obrigando o adversário a fazer o toca e me voy – a famosa tabelinha – e tocando a bola contra a própria meta. 2 x 1 , mostrando que o peixe pode virar piranha quando quer.
Mas, como o replay do primeiro tempo, outra bola dividida na frente sobrou para Elias Maluco, que rapidamente correu com a bola e tocou para ele, Ronaldo Fofômeno, que deu um corte sensacional em Farinha de Triguinho e falou para Fábio Hooligan Costa: “Olha o disco voador!” e ele olhou. 3 x 1 e que golaço alienígena!!!
Aí o Corinthians fechou e lacrou o caixão do Santos.
Vai ficar muito difícil para o time da Vila Belmiro virar o jogo contra uma equipe que está invicta e que não toma três gols há muito tempo.
Assim termina a lenda do fenômeno e o disco voador, que dizem ter 17.000 testemunhas! Quero ver o governo desmentir essa!

9 de mar. de 2009

R9



Olmeca de Tlachtli


Imaginem a seguinte cena: Um cara chega na churrascaria e pede uma costela de porco. O garçom prontamente lhe pergunta: “O senhor quer bem passada, mal passada ou prefere ao ponto?”. O cliente responde sem titubear: “Eu quero a moda Ronaldo!”.

Esse é o cara! Ronaldo, o fenômeno. O meninão tem estrela e mesmo visivelmente fora de forma, ainda joga muito mais que todos os outros centroavantes do futebol tupiniquim.

No badalado Dérbi, os dois times claramente se pouparam no primeiro tempo, em virtude de um calor também fenomenal. Conclusão: pouco futebol e muita catimba.

AH! E a camisa do Corinthians tava parecendo um varal, tamanha era a quantidade de patrocinadores! E a do Fenômeno, pelo seu tamanho, digamos, avantajado, parecia um outdoor itinerante.

Já na segunda etapa, o bicho pegou! Logo no início, Keirrison Sucrilhos deu um balão pro meio do pagode Corinthiano e o fanfarrão do Felipe tomou um drible sensacional da pelota, deixando o gol escancarado para o Diego Souza abrir o placar: 1 x 0.

Aí o jogo começou a entrar para a história.

Eis que Mano Menezes chama Ronaldo e assim que o craque entra em campo o jogo mudou completamente de figura.

Logo no primeiro lance o fenômeno mostrou que estava afim da canja e meteu um drible para cima do Pierre, volante do verdão. Em seguinda se livrou do zagueiro e meteu um pombo sem asa na trave do goleirão Bruno.

Depois desse lance, a torcida palmeirense que estava eufórica e entoando em coro o nome do goleiro Felipe, ficou muda. Parecia que sabiam o que estava por vir.

O Palmeiras ainda vinha perigosamente em diversos contra ataques e poderia ter matado o jogo se o garoto sucrilhos tivesse finalizado bem.

Até que Fabinho Capixaba cometeu falta violenta em Dentinho e foi para o chuveiro mais cedo.

Aí, pintou um escanteio da direita e Douglas jogou para a área, e dentro desse pequeno espaço – como ele mesmo disse – ele tem a manha.

Ronaldo meteu uma cabeçada certeira e afundou a rede do goleirão Bruno. Estava decretado o empate histórico: 1 x 1.

O fenômeno foi pra galera e até agora não sabemos se foi o peso dele que derrubou o alambrado ou se foi o peso da multidão enlouquecida que foi comemorar com ele.

Já o São Paulo, com esse empate no Dérbi, tinha a chance de se isolar na segunda colocação, mas o futebol preguiçoso do “mistão frio” tricolor deixou com que o lanterna do campeonato fizesse barba, cabelo e bigode: 2 x 0 para o fraquíssimo time do Mogi-Mirim.


Marcelo Régis! O nome do jogo.


No sabadão, o Santos jogou no Pacaembu, para um bom público, provando que deve sim jogar mais vezes em Sampa.

Destaque para o futebol veloz de Madson, mais uma vez desequilibrando para o peixe. Ah! E claro, para a entrada do “garoto grilo” Neymar, que mostrou muita personalidade e incendiou o jogo com belos dribles, passes e finalizações.

O garoto ainda precisa de muito preparo físico, porque é a capa do frango! Se tivesse ventado muito no Pacaembu, dava até para empinar o Neymar! Mas, nitidamente tem muito talento e se não mascarar vai dar alegrias a torcida santista.

E os quatro grandes fecharam a rodada da forma que ela começou: com o Palmeiras mantendo a ponta isolado, e com um jogo a menos. Seguido de perto pelo Corinthians, São Paulo e Santos.

Dia 08 de Março de 2009 – dia histórico para o futebol brasuca.