Da estranha arte de largar o jornal
Hector
Cansei de
O restante da
Da estranha arte de largar o jornal
Hector
Cansei de
O restante da

O Gringo Ignorante
O privilegio do calculo e da utilidade nas nossas sociedades conclui na barbaridade da morte e da violência gratuita que a gente esta vivendo: na pobreza da experiência e na desvalorização da vida. Os estudos antropológicos estiman que as nossas sociedades civilizadas aonde predomina a ordem, regularidade e estabilidade são o resultado de um processo comprido e misterioso a partir de sociedades aonde predominavam as experiências “chamanicas”, com o uso exemplar da máscara nos rituales mágicos. Através dela o chaman encarnava as forças da natureza e a comunidade entrava num delírio que a unia social, política e religiosamente, deixando atrás o cotidiano e individual.
Na Grécia, que tudo mundo cita em forma abusiva, os primeiros pitagóricos conceviam números concretos, com forma e figura, representáveis em triângulos, cuadrados, rectangulos. Aliás estavam em seqüências musicais relacionadas com três acordes fundamentais e poseiam virtudes distintivas (justiça, destino, etc. Ver E. Brehier para ampliar). Essa visão os aproximava mais aos jogos de dados e dominó (o dominio do jogo) que às cifras abstratas do calculo científico aonde finalmente acabariam.
Na historia das culturas abundam exemplos como este aonde algums antropólogos culturais vêm uma parte da mudança lenta e misteriosa das sociedades onde predominó a Grande razão do corpo frente a pequena razão da mente. Onde o milagro e o éxtasis ainda não davam passo à explicação e o calculo. “Ali aonde podemos adivinar odiamos o deducir”.

Olmeca de Tlachtli
SENSACIONAL!!
Os quatro grandes de São Paulo chegaram para o mata-mata.
A classificação do Santos foi nos acréscimos da sétima, das sete ondinhas pra Iemanjá no final do ano!
A Lusa. Dançou o vira novamente. Estava quase lá, sentindo o gostinho da classificação, quando la mano de la Puta Madre que Parió, do zagueirão da Ponte Preta Jean, causou a penalidade máxima a favor do Santos.
Nessa altura eram 43 minutos do segundo tempo, e a Lusinha viu sua vaga ir embora, como uma onda no mar (essa era, com certeza, a sétima ondinha que eu citei há pouco).
Os dois times – Portuguesa e Santos – alternaram de posição diversas vezes ao longo de suas emocionantes partidas.
A Ponte Preta chegou a fazer 2 x 1 no peixe, e tomou a virada aos 43, com três gols dele, do predestinado Kleber Pereira. Final, Ponte Preta 2 x 3 Santos.
O Kleber fanfarrão Pereira deveria ter um busto na Vila Belmiro. O que o cara salvou o time da vila de vexatórios resultados ultimamente, não é brincadeira.
No Santos, é Klebão + 10!
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Já a Lusa, fez sua parte e ficou todo tempo a frente do placar, contra o bom time do Santo André. Somente no final do jogo tomou um golpe: Portuguesa 2 x 1 Santo André. Edno ficou desolado com a desclassificação.
É lusinha, roda-roda vira, solta roda e vem... Com certeza, na Portuguesa, se der uma chuva de Xuxa, no colo deles cai Pelé.
Já o Palmeiras, balançou, mas não perdeu a liderança.
Saiu perdendo do Botafogo, com um gol de Betão, que fez nada mais nada menos do que o famosíssimo “gol cagado de rapina”, que é aquele em que você vê o goleiro adversário adiantado, sabe que não tem a categoria pra fazer, mas mete o dedão nela e reza pra encobrir o goleirão. E deu certo!!! O Palmeiras via, então, a liderança sair de suas mãos.
O goleirão Bruno esteve irreconhecível n
o jogo de ontem. Saiu catando borboleta e a pelota morreu no fundo do gol.
Mas ele, o coalhada versão hermana, o URtigoza, foi lá e tratou de empatar o jogo para o verdão, depois de entrar no intervalo. A liderança ainda estava sendo perdida.
Até que, ele, Diego Souza, foi lá e tratou de tomar a liderança das mãos do tricolor. Final de jogo, Palmeiras 2x1 Botafogo, e a vantagem nas semifinais.
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O tricolor do Morumbi, viu a liderança em suas mãos, mas não dependia somente de suas forças para levar a ponta da tabela.
André jogador de pebolim Lima, - acreditem – marcou um gol!!! SIM! Ele fez um gol, impedido, mas e daí? Ele é café-com-leite, e o juizão sabia disso! O tricolor saiu na frente! Que beleza, André! Força garoto, um dia você será profissional.
Renato Silva, aproveitou boa cobrança de falta e meteu a jaca nela para fazer 2 x 0 para o tricolor. Detalhe: mais um gol na banheira. Só faltou dar uma cadeira para ele e um copo de Synar para o Renatão ficar bem a vontade, de tão impedido que ele estava.
O bom Luan descontou para o São Caetano, em forte chute. 2 x 1.
Aí, ele, o Rogério Ceniculpa em nenhum gol, foi lá e fez a lambança completa, entregando o saco de batata de mão beijada, para o viciado em batatas, Marcelo Batatais, que foi com muita sede ao pote e empatou o jogo. Final, São Caetano 2 x 2 São Paulo e a vantagem contra o Corinthians nas semifinais.
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Já o Corinthians, saiu tomando uma paulada, 2 x 0 do Mirassol, e só acordou para o jogo com um gol de pênalti do zagueiro-artilheiro, Chicômeno.
No segundo tempo, o que se viu foi uma aula de como perder gols em 45 minutos, com as lições do Professor Mestre Doutor, Souza. Que, apesar de não estar nem em campo, sua influência espiritual sobre os outros jogadores do timão foi quase que transcedental.
Mas, Dentinho era um péssimo aluno dessa classe e tratou de meter o coco nela, num bom cruzamento de André Avenida Santos, e empatou o jogo, mantendo a invencibilidade do timão, mas perdendo a chance de ter a vantagem no mata-mata contra o São Paulo.
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Fazia muito tempo, desde o ano 200, que não tínhamos uma semifinal com os quatro grandes.
Esqueça a família, namorada, amigos, cachorros. Agora, é com o coração na ponta da chuteira, e a torcida rumo ao caneco.

Olmeca de Tlachtli
E o peixe grelhou. Ou melhor, assou.
Surge mais um prato na vasta culinária lusitana – Bacalhau a Dentinho. Em Portugal, muitos dos pratos tradicionais levam nomes de seus criadores. Ontem, não foi diferente.
No clássico da semana, Corinthians e Santos mostraram muita força de vontade, respeito e marcação cerrada!
Era o duelo de Neymar+io X Fenômeno, mas nessa festa quem brindou Iemanjá foi o Dentinho.
O jogo começou acelerado, com o timão mais presente no campo de ataque, jogando em casa e com o apoio em massa da fiel torcida. Já o peixão, esperava uma boa chance de encaixar um contra-ataque.
Numa bela trama do ataque do Corinthians, Douglas colocou a bola de forma sensacional, na cabeça de Dentinho, que não perdoou o Fábio Costa Hooligan e fuzilou de cabeça no canto esquerdo do goleirão.
Timão 1 x 0 no peixão.
O jogo seguiu morno até o intervalo, emoção mesmo, somente no lance em que Christian poderia ter sido preso pelo juizado de menores, ao claramente agredir o menino da vila, Neymar. Lance, aliás, completamente desnecessário. Típico de garoto do colegial – ops, ensino médio! - querendo dar uma de fodão com o meninão do ginásio – oops, ensino fundamental! - que começou a botar as asinhas de fora. (Sim, trauma de colégio, e daí? O desabafo valeu. Obrigado Dr. Ciro Bala!)
Já o segundo tempo começou em ponto de bala! O Santos partiu pra cima babando, e num belo lance do ataque, Neymar recebeu na cara do gol, mas, como falado na última coluna, o menino ta precisando de Toddynho + óleo de fígado de bacalhau, pra ver se ganha uma “sustânça”. Tadinho, até mordeu os beiços pra chutar com toda sua força, e o que aconteceu? Hein? Hein? O chute foi de dar dó, mandou o chamado “chute mixirica”, fraquinho, fraquinho, e aí ficou fácil para o Felipe.
Ronaldo ficou paradão lá na frente, e sempre que pegava na bola tentava partir para cima dos zagueiros, sempre levando perigo, mas ainda falta ao fofômeno um estímulo, digamos, extra. Eu sugiro colocar um belo X-Bacon atrás da meta adversária e uma Coca-Cola – light, claro! Ou zero? – e aí veremos o assombroso atacante dos velhos tempos.
Ainda deu tempo para uma lambança do árbitro Rodrigo Cintra, que chegou a inverter um lateral a favor do timão, sem motivo algum, e ainda deu uns quatro minutos de acréscimo. Fanfarrão!
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Também no Domingão (pã-pã-pã- na na rã! O Loco, meu!), o São Paulo vacilou, ao perder inúmeras chances contra o bom time do Paulista.
Rodrigo abriu o placar num bate-rebate após o escanteio cobrado da direita. Zé Carlos - que causou o jogo inteiro - empatou em uma bola que sobrou limpinha, depois de cruzamento da esquerda.
Impressionante o fair play nessa partida! Eu nunca havia visto uma variedade tão grande de golpes, e de modalidades diferentes. Sensacional. Me senti numa jaula de Vale-Tudo.
Futebol que é bom, vi pouco. Paulista 1 x 1 São Paulo. E o tricolor manteve-se na 3ª colocação.
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Já no sabadão, o palestra também empatou com o aguerrido time do Guaratinguetá.
O Guará abriu o placar com o excelente Wellington Amorim, e vinha jogando muito bem, até que o Palmeiras encaixou um bom golpe e empatou o jogo com Diego Souza.
Pelas circunstâncias da partida, o empate foi um bom resultado para o mais líder do que nunca, Palmeiras.
Detalhe: o Ortigoza realmente ta mais para URtigoza...vai jogar mal assim lá em Ortigoza...
Guaratinguetá 1 x 1 Palmeiras
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Cornetadas:
E a Lusa dançou o vira!!! Com a boa vitória de ontem, a Portuguesa se estabeleceu de vez no G4 e divide com o sampa a terceira posição, com 30 pontos. O Santos que se cuide, pois Santo André também está mirando essa quarta vaga! Emoção garantida para as próximas rodadas!
No Rio – pra variar – um clássico de Kung-Fu, estilo zangão. Flamengo e Vasco conseguiram a proeza de terem praticamente um time inteiro de jogadores expulsos!!! (cinco, no total). E, antes que virasse futebol de salão, o juizão deu o chamado apito final, ou melhor, o mate (se pronuncia Matê, ok?).
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E assim caminham as Artes Marciais e o Futebol, cada vez mais em harmonia.
Matando saudades da censura Hector Plasma Para quem não conhece, a surrada censura está de volta. Durante séculos ela tem feito vítimas famosas. O caso mais emblemático foi do filósofo grego Sócrates, condenado a beber veneno por suas idéias. Isso foi em 399 AC. A igreja católica também tem uma bela ficha corrida na arte de censurar. Em 1159, sob o comando do Papa Paulo IV, é editada a primeira versão do Index de livros proibidos. A lista só foi abolida em 1966 depois de mais de 20 atualizações. Os nazistas adoravam queimar livros em praça pública, histórias de censura é o que não falta. No Brasil não foi diferente. O "Correio Braziliense", primeiro jornal brasileiro lançado em 1808, era editado na Inglaterra para fugir da censura imposta pela Corte Portuguesa. Teoricamente a censura no Brasil tem fim na Constituição de 1988. O artigo 220, garante que a manifestação do pensamento não sofrerá nenhuma restrição e, nos parágrafos 1º e 2º, veda totalmente a censura, impedindo até mesmo a existência de qualquer dispositivo legal que "possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística, em qualquer veículo de comunicação social". Não termina aí. O inciso IX do artigo 5º é explícito: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Mas não é o que acontece. Contraditoriamente, O Rei Togado Gilmar Mendes, presidente do STF, que por obrigação tem o dever de zelar pela Constituição (artigo 102), ordenou (rei ordena) a retirada de uma entrevista do site da Câmara Federal onde os jornalistas Leandro Fortes (Carta Capital) e Jailton de Carvalho (O Globo) discutem e desmontam detalhes do caso Satiagraha, da CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, as ações contra Protógenes Queiroz e do suposto caso da suposta gravação sem áudio que o Rei Togado supostamente tenha sido vítima. Imediatamente o presidente da Câmara, Michel Temer, que também parece desconhecer a Constituição, justificou o sobrenome e executou a ordem (súditos executam) . Parece pouco, os jornalistas não são um "Sócrates", O Rei Togado Gilmar Mendes também (ainda?) não é um Papa. Mas o fato é grave. Em casos de censura e briga a gente sabe como começa, mas não como termina. Se você, caro e escasso leitor, tem um desejo latente por coisas proibidas satisfaça-o aqui:
A partir de hoje, o início do fim do mundo, um espírito vai baixar por aqui. Trata-se de Hector Plasma. Ele terá a função importantíssima de trazer do além aquelas notinhas e informações que andam pairando por aí mas não se materializam nos jornalzões, nem nas telinhas, para não desequilibrar as cabecinhas da opinião pública verde-amarela.