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3 de jun. de 2009

Sobre os nosso valores






O Gringo Ignorante

A grande liberação, para aqueles atados dessa forma, vem súbita como um tremor de terra: a jovem alma é sacudida, arrebatada, arrancada de um golpe –ela própria não entende o que passa. Um ímpeto ou impulso a governa e domina; uma vontade, um anseio se agita, de ir adiante, aonde for, a todo custo; uma veemente e perigosa curiosidade por um mundo indescoberto flameja e lhe inflama os sentidos. “Melhor morrer do que viver aqui” – é o que diz a voz e sedução imperiosa: e esse “aqui”, esse “em casa” é tudo o que ela amara até então! Um súbito horror e suspeita daquilo que amava, um clarão de desprezo pelo que chamava “dever”, um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem, de exílio, asfastamento, esfriamento, enregelamento, sobriedade, um ódio ao amor, talvez um gesto e olhar profanador para trás, para onde até então amava e adorava, talvez um rubor de vergonha pelo que acabava de fazer, e ao mesmo tempo uma alegria por fazê-lo, um ébrio, íntimo, alegre tremor, no qual se revela uma vitória................

Aquele que tenha a força pra verdaderamente cuestionar a sua tradição (porque? Por que a nossa forma de ver, agir e viver não é a única nem, certamente, a melhor) precisa sair de “casa”, abandonar seus fundamentos e sair em busca da solidão nas montanhas, onde o ar é puro. Gostamos fazê-lo por escrito e teoricamente, mais são poucos os que têm a coragem de fazer da sua própria vida um novo valor, um primer movimento, uma ruota que rotola soppra se stessa!

No momento que o menino pega sua bike por primera vez pra afastar-se de casa começa a crítica. Não era lindo sentir a profundidade do misterio do mundo?

5 de mai. de 2009

Notícias de ontem





O Gringo Ignorante

Os jornais são creadores de opinião publica, tudos sabemos disso. Na America Latina o problema é que temos pouca prensa de ezquerda, pouca prensa critica (sim, a direita e o conservadorismo não são criticos). As editoriais e as noticias de qualquer jornal só criticam paises e figuras que não se alistam com o rebanho do liberalismo, que é o normal e o correto em nossos dias: acreditar no comercio, no mercado, no sistema financeiro. Sobretudo acreditar nas mesmas receitas uma e outra vez. Propôr uma alternativa a isso é uma profanação abssurda, ninguem –dentro da aburguesada esfera periodistica- quer mudar seu lugar privilegiado: aliás, não podem publicar cualquer coisa que pensarem, só o que estiver de acordo com os interesses da companhia (um dos tipos de policia do pensamento). Os paises e suas economias subem e baixam continuamente, mais o nivel de vida, que está diretamente relacionado com a cultura de um povo, só desce, na America e no mundo. A ciência avança, a cultura retrocede.
Um exemplo. O Estado de São Paulo, as noticias da O Globo. Cualquer coisa que faça Chavez, Fidel, Evo, Correa, e até Lugo o Critina Kirchner (só pra falar de uma parte do seu eixo do mal), são sempre erradas o insuficientes. Sobre o que faça um Berlusconi, Sarkozy, Netanyahu de Israel ou até o mesmo papa, coisas incríveis, não opinam.
Berlusconi, o segundo homem mais rico da Italia, um “sedutor” da politica (e isso é visto como uma virtude), mulherengo, dono de tudos os meios de comunicação italianos (não encontro outra explicação pra o povo continuar votando em ele), falando burricie cada vez que abre a boca (“é como ir de camping um fin de semana”), com mil causas por corrupção e ligações com a mafia, encaminhadas e sempre esquecidas ou ganhadas por ele.........nada, Italia é um pais democrático e seu presidente –fiel a um liberalismo que destroi o pais- é bacana. Mesmo o Sarkozy, pra quem os imigrantes “são lixo” ou o papa, etc, etc.
E como se, o único que importasse é falar das economias. Então, um imposto que Evo cobra às ricas petroleras (que levavam a riqueza –dinheiro e petroleo- pra fora do pais antes de ele chegar) pra dar uma cobertura medica e economica digna aos idosos, é terrivel porque deixa as companhias com uma menor entrada. O social, o cultural, a união do nosso continente, não conta mas que economicamente, e sempre que beneficie o Brasil. Tuda politica das outras nações que afeta as empresas brasileiras, é denostada. Não importa se tiver uma evidente melhora social pra o povo vizinho. Existe um patriotismo conservador e liberal que da nojo na imprensa, não nas pessoas comuns (o seu patriotismo é futboleiro e amistoso), que não formam parte de aquele statu quo na vida ou no pensamento.

14 de abr. de 2009

Novos Colonialismos



O Gringo Ignorante

Se esta travalhando numa nova legislação indígena, com o objetivo oficial de tornar os índios sujeitos de direito como tudo mundo, porém, como sempre, parece que essa igualação não procura o seu bem-estar e sim de lhes dotar de obrigações. Eles poderão ir para cadeia se cometerem um crime poque eles “são capaces de distinguir o que está bem e o que não” após um julgamento com peritos antropólogos mediante.
Entretanto, o fundamental da lei é que permite a exploração mineral do solo índio quando isto for uma “questão nacional”. É obvio que sempre virará uma questão nacional quando o assunto envolva muito dinheiro e que dependerá da pressão bem sucedida dos grandes poderes. Tudo bem, os índios recebem uma parte do volume total de extração (alguém acredita?) a cambio de emprestar suas terras para o trabalho de mineração e serem damnificados em caso de acidentes, os quais são moeda corrente na exploração mineira e de recursos naturais. Se o ar, as águas, o a terra ficarem contaminados o destruídos, se o seu espaço ficasse inutilizável, se compensará devidamente aos moradores. E essa compensação pecuniária, si é muito, acabará degenerando a comunidade; si é pouco, não servirá de nada. O objetivo da lei é igualar os índios a nós. Será que eles querem?

8 de abr. de 2009

Pela vida dos números



O Gringo Ignorante

O privilegio do calculo e da utilidade nas nossas sociedades conclui na barbaridade da morte e da violência gratuita que a gente esta vivendo: na pobreza da experiência e na desvalorização da vida. Os estudos antropológicos estiman que as nossas sociedades civilizadas aonde predomina a ordem, regularidade e estabilidade são o resultado de um processo comprido e misterioso a partir de sociedades aonde predominavam as experiências “chamanicas”, com o uso exemplar da máscara nos rituales mágicos. Através dela o chaman encarnava as forças da natureza e a comunidade entrava num delírio que a unia social, política e religiosamente, deixando atrás o cotidiano e individual.
Na Grécia, que tudo mundo cita em forma abusiva, os primeiros pitagóricos conceviam números concretos, com forma e figura, representáveis em triângulos, cuadrados, rectangulos. Aliás estavam em seqüências musicais relacionadas com três acordes fundamentais e poseiam virtudes distintivas (justiça, destino, etc. Ver E. Brehier para ampliar). Essa visão os aproximava mais aos jogos de dados e dominó (o dominio do jogo) que às cifras abstratas do calculo científico aonde finalmente acabariam.
Na historia das culturas abundam exemplos como este aonde algums antropólogos culturais vêm uma parte da mudança lenta e misteriosa das sociedades onde predominó a Grande razão do corpo frente a pequena razão da mente. Onde o milagro e o éxtasis ainda não davam passo à explicação e o calculo. “Ali aonde podemos adivinar odiamos o deducir”.