

O Gringo Ignorante
O tribunal de Milão declarou culpável um advogado inglés, chamado Mills, que fez falsas declarações em dois processos contra o primer ministro italiano Silvio Berlusconi em 1997 e 1998. Mills foi sentençado a 4 anos e meio de prisão por receber um pagamento de 600.000 dólares da empresa Finnivest, um “holding” de Berlusconi, para protegê-lo durante o processo.
O assunto é que o presunto pagador, Berlusconi, encontra-se protegido pela lodo Alfano, uma lei que ele mesmo mandou fazer, e que não permite aos cuatro cargos mais altos do Estado (presidente, primer ministro, presidente do senado e da câmara de deputados) ser processados durante o mandato. Você esta lêndo bem: façam o que façam eles não vão se apresentar a justiça. A constitucionalidade dessa lei votada o ano passado está sendo analizada neste ano pelo Tribunal Constitucional de Italia, e por enquanto, ele não poderá ser processado.
Não quero voltar a um lugar comum, mas os movimentos de Berlusconi são tipicamente mafiosos. A segunda pessoa mais rica da Italia, dono dos meios de comunicação, uma ampla rede de contatos em todos os poderes (o vaticano incluidissimo)......um caudilho que faz piadas burras e que é reconhecido principalmente pelo seu “charme”, por ser um “sedutor”, que escolhe quase exclusivamente mulheres bonitas para as listas de candidatura nas eleições (o que le costou o divorcio na ultima vez).........a lista de inmoralidades deste sujeito é infinita. Uma outra prova de que a grana é tudo poderossa e a injustiça a norma no nosso mundo.
21 de mai. de 2009
Berluscorleone
14 de abr. de 2009
Você não entende nada...

Texto: Fórina
De um curso para professores de inglês em que a maioria dos trainees eram locais aqui na terra em que ainda há uma rainha, me sobrou a impressão de que o desconhecimento a respeito da natureza da linguagem é muito mais disseminado e provavelmente nefasto do que muitos de nós podem ou querem perceber.
Eu poderia falar do mesmo assunto a partir de vários exemplos colhidos aí na terra onde o Tupi (ou a Língua Geral) teria possivelmente se estabelecido como a língua nacional, não tivesse o seu uso sido proibido pelo Marquês de Pombal – será daí que vem o medo tão grande de “falar errado”? Mas falar do ponto de vista de um conterrâneo que sofre as consequências do fenômeno em terra estrangeira deve gerar maior empatia... pois bem, e não é que com toda a variedade de dialetos existente não só na ilha, além daqueles relativos aos países que tem o inglês como língua oficial, a idéia de que há um (único) jeito “melhor” de falar ainda triunfa por aqui? E que a “incapacidade” de utilizar tão nobre variedade é na verdade um atestado de ignorância com relação a assuntos gerais?
Que eles tenham birra com os americanos é até compreensível, mas a antipatia se estende em direção a qualquer dialeto que seja diferente do falado pelo portador da opinião, frequentemente irresoluta – e imaginem em que posição ficará o estrangeiro, por mais que tenha passado anos e anos a estudar sua sacrossanta língua. Mas a idéia é encravada, tanto que se você pede ajuda com o significado de uma palavra nova – digamos que tenham usado um termo a que você não estava acostumado para se referir a flores em botão, receberá uma aula em botânica, como se nunca tivesse compartilhado o mesmo espaço do que um vegetal na vida.
Pois é boa a lição para aqueles que se “recusam” a entender o que é falado, em sua própria língua, com sotaque ou vocabulário assim ou assado, ou aos que perdem anos tentando emular os tais “falantes nativos” só para descobrir que para tantos deles chamarão bem mais a atenção as diferenças do que as semelhanças, para o bem ou para o mal...
