

O Gringo Ignorante
Judy Trunnell foi a primera vitima da gripe A nos EUA. Morava numa pequena cidade na frontera com Mexico, Harlingen, perto de uma filial mexicana da maior produtora de carne suína do mundo, a norteamericana Smithfield Foods Inc. O marido dela, iniciou uma demanda contra essa multinacional pela morte da sua esposa e pelas condições de trabalho daquele lugar.
No pequeno povo chamado “La Gloria”, Mexico, a companhia tein mais de um milhão de porcos hacinados em 200 chacras ao redor da comunidade. Cabe agregar que a companhia já foi multada por delitos de contaminação ambiental e denunciada varias vezes pela “Human Rights Watch” por abusos sobre os trabalhadores. O advogado do Sr Trunnell investigou e alegou que os moradores do lugar reclamam do pesimo estado higienico das granjas e o cheiro insuportável. Ele quer demonstrar que os criadouros industriais do lugar são higienicamente inapropriados, e tentará lhes-culpar pela morte da Judy e conseguir provas de que a nova gripe A surgiu possivelmente nessa comunidade da Gloria.
Sáo numerosos os estudos de ONG´s u outros que aportaram provas de que a alta concentração de animais pra fines industrias apresemtam condições perfeitas pra o surgimento de doenças e epidemias, facilitando a transmissão rapida e mistura dos virus. Varios investigadores já sinalaram esses espaços como os gerados das “pandemias do futuro”, e até vaticinaram nessas granjas do Mexico a origem de doenças como a atual, que já existia faz tempo, mutando de um virus em outro, mais sem apresentar –ate agora- risco pra humanos.
È possível que a responsabilidade dessa nova ameaça sanitaria resida na industrialização delirante da produção pecuaria. O sistema de cria intensiva transformou o setor em algo mais semelhante á industria petroquímica (cheiro, contaminação da terra e agua na eliminação do estercol, calor asfixiante, concentração de insetos, sobre tudo moscas e mosquitos, etc) do que na antiga fazenda.
Para encerrar, cabe destacar tambem que os virus invernais, como a gripe comum, causan entre 250.000 e 500.000 mortes por ano no mundo. E, nesse sentido, o numero de vítimas da nova gripe não é preocupante, mas a mídia esta fazendo um show com isso. A diferença é que este virus age rapidamente deteriorando o sistema respiratorio e pode causar a morte se não se trata nos primeros dias; atuando rapidamente, não tein o mínimo perigo. A grande maioria dos defuntos na Argentina são pessoas que já padeciam doenças respiratorias o pessoas que não procuraram assistência medica.
PD: A informação do artigo se baseia no Monde Diplomatique de Junho, num texto do Ignacio Ramonet.
2 de jul. de 2009
Gripe A : Pagando os abusos
27 de abr. de 2009
1984

1984
Faz cuatro anos em Barcelona, Espanha, o prefeito votou uma lei chamada “lei de civismo” que junto com uma campanha mediatica, criminalizava todo tipo de atos no espaço publico com o objetivo de combater o “vandalismo” juvenil: fazer chi chi numa arvore, se-sentar na calçada, pedir esmola, tocar musica, etc. Todo diventou ilegal.
Um municipio da grande São Paulo começou em 2001 um programa de combate à violencia contra a mulher que recebeu os parabeins da comunidade internacional. Não só diminuiram esses crimes, mais tambem os furtos, estupros e assasinatos.
A base do programa é a video-vigilancia permanente do espaço publico. A PM consegue chegar no local do ilícito entre 2 e 5 minutos depois. À vigilancia permanente se suma mais policiais na rua, o toque de queda e a “lei seca”: tudo tein que fechar às 23 horas e tudo mundo ir para casa.
O problema não é tanto o que estão fazendo, mas o que pouco a pouco vamos deixando que aconteça. Se é legal filmar nossos movimentos, gravar nossas conversas no telefone (daqui a pouco tal vez gravar nossas conversas na rua?) e usar os nossos dados pessoais, o paso seguinte não será prossimo a o Big Brother orwelliano? O à tàtica Bush: em nome do Bem e pra evitar cualquer tipo de terrorismo o crime, a vigilancia, a captura, interrogação, a guerra contra tudos e ninguem. A policia do pensamento já existe.
As sociedades totalitarias –como o Brasil da ditadura- têm indices baixos de criminalidade. Mais queremos pagar o preço? Será que não têm outras formas de combater a criminalidade?
