
Olmeca de Tlachtli
Julio César! O Gladiador!
No jogo entre Equador e Brasil, ele foi o homem do jogo.
Sorte, técnica e as traves de Itu salvaram a seleção canarinho no fraco jogo de ontem.
Povo, alguém tem que avisar esses caras que NÃO é jogo amistoso, se trata de eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, e com esse futebolzinho do time do meu bairro, a seleção poderá entrar para a história, mas de forma vexatória: ficar de fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez.
Ontem foi dia de Julios – César e Baptista – que salvaram a seleção brasileira de um vexame, contra uma ousada seleção Equatoriana!
Julio César com, pelo menos, cinco defesas espetaculares e Julio Baptista com o chamado “gol cagado a lá pegadinha do Mallandro”, que é quando você mete um bicão na bola, sem medo de ser feliz, mas com tanto efeito, que ela bate propositalmente na trave e caprichosamente dá um totó na lomba do goleiro adversário, tipo assim, dando uma pegadinha sabe? E entra, Há!
Benítez – que tem nome de Pizzaiolo, deve ser o dono da pizzaria aqui da rua, a Benetiz! Recomendo a de quatro queijos. Que beleza! - foi o nome do Equador, infernizando a zaga brasileira e dando MUITO trabalho ao gladiador Julio César.
Mas, ele ficou apenas rodando a massa, pois quem fez o gol foi o Noboa – mistura de Chucky Norris com Rocky Balboa – aí ficou impossível de não tomar um gol.
AH! Dizem que o Ronaldo está gordo e fora de forma, pois é isso mesmo! Mas é o Ronaldo Gaúcho, que parecia um boneco de posto ontem. Não se mexeu, não armou, não suou, nem ao menos coçou o saco, pois era pedir esforço demais para seus dedos.
Ontem, se vocês tivessem ligado a televisão, a primeira impressão era que o time de amarelo – Equador – é que parecia a seleção brasileira.
Um time tradicionalmente ofensivo como a seleção brasileira, nunca poderia ter perdido o respeito de seleções freguezas como o Equador. Somente relembrando uma célebre frase de um dos mestres do futebol, Telê Santana: “A melhor defesa, é o ataque”. Ontem, o Equador fez isso muito bem.
Final: Equador 1 x 1 Brasil. E ficou de ótimo tamanho para nós.
Lamentável.
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Na rodada do Sabadão, O duelo entre Palmeiras e São Paulo colocou Keirrison Sucrilhos Kellog’s onde os manos aqui da quebrada costumam falar: “na miúda!”.
Mais uma vez, em clássicos, o menino sucrilhado – ou Froot Loops? – ficou apagado.
Quem brilhou mesmo foi o Uóxito! Eta cabecinha de ouro! Logo no início do jogo Hernanes deu belíssimo passe para a cabeçada fatal do matador, que cada vez mais cola em Keirrison pela artilharia do Paulistão!
Esse duelo vai dar o que falar: Uóxito X Keirrison Sucrilhos, com um Ronaldo Fenômeno colocando o leite integral por fora! Uau!
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Já o Corinthians, conseguiu inspirar a seleção brasileira e fazer um jogo pífio contra o fraquíssimo – e lanterna – time do Guarani.
Aliás, jogo em que não tenho absolutamente nada a comentar, de tão ruim. AH! O Souza jogou (?) e pasmem, não fez gol!
Quem tem surpreendido mesmo é a Portuguesa!! Essa sim, bateu um bolão e goleou o Marília por 4 x 1, com direito a corte invocado de Edno Paladino, o cavaleiro português.
Se o Santos vacilar, a Lusa vai pro mata-mata e irá deixar o peixão a deriva!!!
30 de mar. de 2009
Ave, César!
27 de mar. de 2009
mandala degas

Fernanda Pompeu
Imagine que a memória é um barco. E o motor do barco, nosso cérebro. Um barco para fazer sentido necessita de uma paisagem de água. Nada mais próximo da dor do que um barco encalhado na areia.
Mas um barco precisa de ancoradouros – seja um grande porto ou um modesto molhe. Os ancoradouros da memória são materiais e imateriais. O lá-lá-lá de uma canção ou o lodo no fundo do córrego.
Em Pinheiros, Teodoro Sampaio com Capote Valente, o restaurante Degas é um porto de memória. No comecinho dos anos 1980, eu e minhas jovens amigas sabíamos que, nele, era possível comer a qualquer hora. Tudo com relativa economia e generosa descontração.
O hit da época era o filé à cubana. Visto com a censura de agora, o cubana era um george bush calórico: arroz, ervilha, pêssego; bife empanado; banana, batata e bacon fritos. Recordando com o paladar, uma delícia.
Semana passada, amarrei meu barquinho no Degas. Entrei no salão totalmente reformado. Sentei à mesa, observei as novas tribos saboreando os velhos pratos, entre eles, o cubana.
Um garçom aproximou-se. Trazia nas mãos o cardápio; no rosto, curiosidade. Acenamos com nossas cabeças carregadas de anos. Sorrimos o reconhecimento mútuo.
No romance

O gringo ignorante
No romance “distopico” (oposto a utopico) 1984 –de onde foi pego o nome do celebre e patetico Big Brother- George Orwell exprimia o medo frente à possibilidade de uma sociedade controlada e vigiada ao maximo. Uma sociedade onde o universal –o Estado- tivesse a preeminença frente ao singular, asfixiado e sem liberdade.
O alvo tácito do romance era naquela época o comunismo, porem é nas nossas sociedades livres onde isso tomou posse. Aliás, não se trata só de um Estado esmagando o individuo senão de um mundo globalizado sobre ele, sobre todos e cada um (omnes et singulatim).
Essa rede se constituiu num “modelo securitário” após os ataques terroristas de Nova York, Madri e Londres. Justificando a partir da segurança todo tipo de praticas e discursos, somos constantemente vigiados e controlados a traves do cartão de credito, internet, fichas medicas, câmeras, controles nas fronteras, etc, ao ponto de ser necessária uma legislação dos dados pessoais, que já existe em muitos paises. Faz pouco tempo uma empresa grande européia pressionou seu parlamento pra aprovar uma lei que permite espionar o correio eletrônico dos seus empregados, com o fim de evitar “espionagem industrial”.
A proliferação de liberdades que o liberalismo procurou 3 séculos atrás para fugir do poder absolutista e tirânico, acabou nisto: uma guerra de liberdades. E como sempre, o mais poderoso é quem vence o confronto e acaba impondo sua “liberdade”. Então: liberdade para quem? Liberdade para que?
26 de mar. de 2009
Uma no cravo, outra na ferradura e várias na inteligência

Uma no cravo, outra na ferradura e várias na inteligência
Hector Plasma
No cravo
Na ferradura
Kassab confirmou que está em estudo a desapropriação do Jockey Clube de São Paulo e a possível transformação do espaço em um parque. O Jockey Clube deve aos cofres municipais algo em torno de R$ 150 milhões em impostos e o terreno é avaliado em R$ 300 milhões. A jogada seria assim: a prefeitura perdoa a dívida e paga ao clube o restante, algo em torno de R$ 150 milhões. As atividades do Jockey seguirão normalmente.
Na inteligência
Ficaremos com essa bizarra solução política e administrativa: a prefeitura abre mão de R$ 300 milhões, equivalente a mais de 210 anos de prejuízo do Pacaembu, arca com a manutenção de um novo parque - quanto custará por ano? - e se livra administração do Pacaembu.
Do outro lado, um espaço público com piscina e quadras aberto a todos os cidadãos será privatizado e o Jockey Clube, num passe de mágica, manterá suas atividades, embolsará R$ 150 milhões e se livrará de cuidar do restante da área.
Sorria meu bem, sorria.
25 de mar. de 2009
Quem te viu, quem te vê

Dr.Tupi
A Formula 1, aquela velha Formula 1, aquela que um dia esbanjava dinheiro com gastos astronômicos nos simples desenvolvimento de uma maquina que nada produz, nada salva e nada diz, apenas funciona por 1 hora e 30 minutos, agora essa Formula 1 esta em recessão, se adaptando ao mundo REAL; em bom português, acabou a alegria. Redução no salário dos pilotos, redução na carga horária de trabalho, nada de viajar de business class agora só classe econômica e já avisaram o pessoal da cozinha que carne agora só frango nada de bife. E isso ai, a Formula 1 virou Brasil minha gente!!!
Nada mal devo dizer, por que o único esporte que parece não viver na atual situação econômica e por coincidência irônica e triste e o esporte mais popular do mundo, e o futebol. Se há 10 anos já não fazia sentido pagar o que se pagava por um jogador, agora então..... O pior e que esses valores nunca se transformam em qualidade de jogo. Basta olhar para o Robinho, que mais parece carro da Chevrolet em 1986, custava muito caro para comprar e depois de um ano não vale picas e so da dor de cabeça na hora de vender.
E tenho dito.
* Só mais um coisa, essa historia de piloto ser amigo do outro, de piloto dizer que aquele outro piloto e muito simpático me faz pensar, isso e F1 ou um clube de campo? Por que Piquet, Lauda, Prost, Mansell e Senna eram um poço seco de simpatia. Fica ai um toque para Massa e Barrichello nesse fim de semana na Austrália.
23 de mar. de 2009
Bacalhau a Dentinho

Olmeca de Tlachtli
E o peixe grelhou. Ou melhor, assou.
Surge mais um prato na vasta culinária lusitana – Bacalhau a Dentinho. Em Portugal, muitos dos pratos tradicionais levam nomes de seus criadores. Ontem, não foi diferente.
No clássico da semana, Corinthians e Santos mostraram muita força de vontade, respeito e marcação cerrada!
Era o duelo de Neymar+io X Fenômeno, mas nessa festa quem brindou Iemanjá foi o Dentinho.
O jogo começou acelerado, com o timão mais presente no campo de ataque, jogando em casa e com o apoio em massa da fiel torcida. Já o peixão, esperava uma boa chance de encaixar um contra-ataque.
Numa bela trama do ataque do Corinthians, Douglas colocou a bola de forma sensacional, na cabeça de Dentinho, que não perdoou o Fábio Costa Hooligan e fuzilou de cabeça no canto esquerdo do goleirão.
Timão 1 x 0 no peixão.
O jogo seguiu morno até o intervalo, emoção mesmo, somente no lance em que Christian poderia ter sido preso pelo juizado de menores, ao claramente agredir o menino da vila, Neymar. Lance, aliás, completamente desnecessário. Típico de garoto do colegial – ops, ensino médio! - querendo dar uma de fodão com o meninão do ginásio – oops, ensino fundamental! - que começou a botar as asinhas de fora. (Sim, trauma de colégio, e daí? O desabafo valeu. Obrigado Dr. Ciro Bala!)
Já o segundo tempo começou em ponto de bala! O Santos partiu pra cima babando, e num belo lance do ataque, Neymar recebeu na cara do gol, mas, como falado na última coluna, o menino ta precisando de Toddynho + óleo de fígado de bacalhau, pra ver se ganha uma “sustânça”. Tadinho, até mordeu os beiços pra chutar com toda sua força, e o que aconteceu? Hein? Hein? O chute foi de dar dó, mandou o chamado “chute mixirica”, fraquinho, fraquinho, e aí ficou fácil para o Felipe.
Ronaldo ficou paradão lá na frente, e sempre que pegava na bola tentava partir para cima dos zagueiros, sempre levando perigo, mas ainda falta ao fofômeno um estímulo, digamos, extra. Eu sugiro colocar um belo X-Bacon atrás da meta adversária e uma Coca-Cola – light, claro! Ou zero? – e aí veremos o assombroso atacante dos velhos tempos.
Ainda deu tempo para uma lambança do árbitro Rodrigo Cintra, que chegou a inverter um lateral a favor do timão, sem motivo algum, e ainda deu uns quatro minutos de acréscimo. Fanfarrão!
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Também no Domingão (pã-pã-pã- na na rã! O Loco, meu!), o São Paulo vacilou, ao perder inúmeras chances contra o bom time do Paulista.
Rodrigo abriu o placar num bate-rebate após o escanteio cobrado da direita. Zé Carlos - que causou o jogo inteiro - empatou em uma bola que sobrou limpinha, depois de cruzamento da esquerda.
Impressionante o fair play nessa partida! Eu nunca havia visto uma variedade tão grande de golpes, e de modalidades diferentes. Sensacional. Me senti numa jaula de Vale-Tudo.
Futebol que é bom, vi pouco. Paulista 1 x 1 São Paulo. E o tricolor manteve-se na 3ª colocação.
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Já no sabadão, o palestra também empatou com o aguerrido time do Guaratinguetá.
O Guará abriu o placar com o excelente Wellington Amorim, e vinha jogando muito bem, até que o Palmeiras encaixou um bom golpe e empatou o jogo com Diego Souza.
Pelas circunstâncias da partida, o empate foi um bom resultado para o mais líder do que nunca, Palmeiras.
Detalhe: o Ortigoza realmente ta mais para URtigoza...vai jogar mal assim lá em Ortigoza...
Guaratinguetá 1 x 1 Palmeiras
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Cornetadas:
E a Lusa dançou o vira!!! Com a boa vitória de ontem, a Portuguesa se estabeleceu de vez no G4 e divide com o sampa a terceira posição, com 30 pontos. O Santos que se cuide, pois Santo André também está mirando essa quarta vaga! Emoção garantida para as próximas rodadas!
No Rio – pra variar – um clássico de Kung-Fu, estilo zangão. Flamengo e Vasco conseguiram a proeza de terem praticamente um time inteiro de jogadores expulsos!!! (cinco, no total). E, antes que virasse futebol de salão, o juizão deu o chamado apito final, ou melhor, o mate (se pronuncia Matê, ok?).
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E assim caminham as Artes Marciais e o Futebol, cada vez mais em harmonia.
o que abunda

Fernanda Pompeu
Faxina é sempre bom. Ela tira coisas do caminho. Diria que é
um abre-alas para a liberdade. O princípio da faxina é mandar a poeira às favas e pôr cada coisa no seu lugar.
O imbróglio esquenta quando percebemos que temos muito mais coisas do que lugares. Haja metros quadrados para abrigar tantos exemplares! Trecos formam dinastias inteiras.
Uma pendrive de 16GB encontra um pendrive de 8G e geram uma necessidade de pendrivezinhos. Um para o trabalho, outro para assuntos pessoais, mais outro para fotografias, um último de reserva.
A exemplo da anciã Feira de Utilidades Domésticas, acho que está na hora de inventarmos a Feira de Inutilidades Cibernéticas (FIC).
Celulares e baterias falecidos - a grife da maioria é de 6 meses - ficam esperando a tumba apropriada, pois não devemos contaminar o lixo comum. Corolário: precisamos de um bunker doméstico para entrincheirar tranqueiras tóxicas.
Nua e crua a verdade é que acumulamos coisas demais. E para nada. Vale lembrar que os caixões são estreitos, feitos para caber um corpo com sua alma gorda ou magra.
Talvez o contraveneno seja o desapego pregado pelos zen-budistas, ou a simplicidade perseguida pelos sábios. Menos é mais. Dois vira três. A totalidade? Algo aparentado com o vazio.
21 de mar. de 2009
Matando saudades da censura
Matando saudades da censura Hector Plasma Para quem não conhece, a surrada censura está de volta. Durante séculos ela tem feito vítimas famosas. O caso mais emblemático foi do filósofo grego Sócrates, condenado a beber veneno por suas idéias. Isso foi em 399 AC. A igreja católica também tem uma bela ficha corrida na arte de censurar. Em 1159, sob o comando do Papa Paulo IV, é editada a primeira versão do Index de livros proibidos. A lista só foi abolida em 1966 depois de mais de 20 atualizações. Os nazistas adoravam queimar livros em praça pública, histórias de censura é o que não falta. No Brasil não foi diferente. O "Correio Braziliense", primeiro jornal brasileiro lançado em 1808, era editado na Inglaterra para fugir da censura imposta pela Corte Portuguesa. Teoricamente a censura no Brasil tem fim na Constituição de 1988. O artigo 220, garante que a manifestação do pensamento não sofrerá nenhuma restrição e, nos parágrafos 1º e 2º, veda totalmente a censura, impedindo até mesmo a existência de qualquer dispositivo legal que "possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística, em qualquer veículo de comunicação social". Não termina aí. O inciso IX do artigo 5º é explícito: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Mas não é o que acontece. Contraditoriamente, O Rei Togado Gilmar Mendes, presidente do STF, que por obrigação tem o dever de zelar pela Constituição (artigo 102), ordenou (rei ordena) a retirada de uma entrevista do site da Câmara Federal onde os jornalistas Leandro Fortes (Carta Capital) e Jailton de Carvalho (O Globo) discutem e desmontam detalhes do caso Satiagraha, da CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, as ações contra Protógenes Queiroz e do suposto caso da suposta gravação sem áudio que o Rei Togado supostamente tenha sido vítima. Imediatamente o presidente da Câmara, Michel Temer, que também parece desconhecer a Constituição, justificou o sobrenome e executou a ordem (súditos executam) . Parece pouco, os jornalistas não são um "Sócrates", O Rei Togado Gilmar Mendes também (ainda?) não é um Papa. Mas o fato é grave. Em casos de censura e briga a gente sabe como começa, mas não como termina. Se você, caro e escasso leitor, tem um desejo latente por coisas proibidas satisfaça-o aqui:



